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ONU faz apelo por acordo para ajuda humanitária à Síria

Chefe de assuntos humanitários culpa governo e oposição por falharem em proteger civis e pede fim do impasse entre membros do Conselho de Segurança

Por Da Redação 14 fev 2014, 03h16

A chefe de assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, culpou o governo sírio e a oposição por falharem em proteger os civis do conflito que assola e o país árabe e disse que uma resolução do Conselho de Segurança ajudaria a garantir a entrega da ajuda a milhões de pessoas encurraladas pela guerra.

“É inaceitável que a lei humanitária internacional continue a ser consistentemente e flagrantemente violada por todas as partes do conflito”, disse Amos. A funcionária da ONU pediu os membros do Conselho de Segurança que garantam pausas humanitárias no conflito, além do cumprimento das leis internacionais. “Entendemos que uma guerra está acontecendo, mas até guerras têm regras”, cobrou.

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Impasse – Enquanto aviões do regime de Assad bombardeiam a cidade de Yabroud, um dos últimos bastiões rebeldes no noroeste da Síria, e tiros contra comboios de ajuda perturbam o frágil cessar-fogo em Homs, dentro dos escritórios da ONU os membros do Conselho de Segurança tentam chegar a um consenso para resolver a crise humanitária no país. Todos concordam que é necessário aprovar uma resolução que garanta o acesso irrestrito de ajuda humanitária aos civis, mas enquanto o Ocidente defende sanções para forçar Assad a acatar as exigências, Rússia e China – aliados do regime sírio – são contra qualquer pressão contra Damasco.

Valerie Amos afirmou também que já há um acordo verbal para estender a trégua que entrou em vigor na última sexta-feira em Homs, mas que a proposta ainda precisa ser oficializada. Em um exemplo das dificuldades de enfrentar a crise humanitária no conflito, a funcionária da ONU disse que, em 14 meses, 1 400 pessoas foram retiradas de Homs e 2 500 receberam alimentos e remédios das Nações Unidas – um número irrisório perto do total de civis em dificuldades. “Se precisamos de 14 meses para fazer isso quando temos 250 000 pessoas em locais sitiados e mais de 3 milhões em comunidades de difícil acesso, eu realmente acho difícil afirmar que a tática (usada em Homs) é a certa.”

(Com Estadão Conteúdo)

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