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ONU condena repressão a manifestantes na Síria

Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas aprovou resolução no mesmo dia em que governo sírio aceitou receber observadores da Liga Árabe

O regime do ditador sírio Bashar Assad, cujas forças de segurança há nove meses reprimem violentamente os manifestantes pró-democracia que pedem mudanças no país, levou mais um golpe da comunidade internacional nesta segunda-feira. A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a Síria pela repressão e pelos abusos dos direitos humanos, em uma votação que indicou o crescente isolamento de Damasco no cenário mundial.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.

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Com 133 votos a favor, 11 contra e 43 abstenções, as Nações Unidas adotaram uma resolução elaborada por Grã-Bretanha, França e Alemanha. A votação acontece um mês depois de o Comitê de Direitos Humanos da ONU, que apontou mais de 5.000 mortos no que qualifica como uma “guerra civil”, ter aprovado o projeto da resolução.

Diplomatas da ONU disseram que o resultado desta segunda-feira mostra que a Síria está se tornando mais e mais isolada internacionalmente. A resolução diz que o comitê “condena fortemente as contínuas violações sistemáticas e graves dos direitos humanos pelas autoridades sírias, como execuções arbitrárias, uso excessivo da força e a perseguição e assassinato de manifestantes e defensores dos direitos humanos”.

Acordo- A votação na Assembleia Geral ocorreu logo depois que a Síria concordou em assinar um acordo da Liga Árabe que permitirá o acesso de monitores da entidade ao país. Os primeiros observadores devem chegar a Damasco nas próximas 72 horas.

Após a assinatura do acordo, o secretário-geral da organização, Nabil al Arabi, disse em entrevista coletiva na capital do Egito que “o documento é o marco jurídico da delegação de observadores da Liga Árabe que serão enviados à Síria para garantir a aplicação do Mapa de Caminho” deste organismo. “Os observadores também terão a missão de contribuir com a proteção dos civis sírios”, acrescentou Arabi.

O vice-ministro sírio das Relações Exteriores,  Faisal Maqdad, assina o acordo com a Liga Árabe O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Faisal Maqdad, assina o acordo com a Liga Árabe

O vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Faisal Maqdad, assina o acordo com a Liga Árabe (/)

(Com agência EFE)