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ONU cobra ação internacional contra atrocidades da Coreia do Norte

Especialistas de comissão de direitos humanos afirmam que penitenciárias do regime comunista torturam prisioneiros e os deixam morrer de fome

Por Da Redação 17 set 2013, 14h38

Três especialistas da ONU encarregados de apurar violações aos direitos humanos na Coreia do Norte divulgaram um comunicado nesta terça-feira denunciando os indícios “chocantes” de abusos cometidos pelo regime do ditador Kim Jong-un. Segundo a rede BBC, testemunhas ouvidas em Seul, na Coreia do Sul, e Tóquio, no Japão, disseram que os prisioneiros de Pyongyang são submetidos a torturas e privação de comida. Informações apontam que forças de segurança norte-coreanas também sequestraram pessoas por motivos irrisórios, como assistir a uma novela estrangeira sem a autorização das autoridades.

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O jurista australiano Michael Donald Kirby, responsável por liderar o grupo, emitiu um comunicado afirmando que a apuração sugere “diversas violações sistemáticas aos direitos humanos” no país. O especialista também pede que a comunidade internacional interfira para evitar novos abusos do regime norte-coreano. “O que vimos até o momento demanda, sem dúvidas, uma ação da comunidade internacional”, declarou Kirby, de acordo com o New York Times.

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As histórias contadas por prisioneiros que conseguiram fugir dos campos de trabalhos forçados detalham episódios como o de uma mulher que foi obrigada a afogar o próprio bebê, crianças aprisionadas desde o nascimento e privadas de qualquer alimentação, famílias torturadas por assistir novelas estrangeiras e homens encarregados de queimar os corpos de detentos que morreram de fome. “Temos o depoimento de um jovem que nasceu na cadeia e teve de comer roedores, lagartos e grama para viver. Ele também testemunhou a execução pública de sua mãe e irmão”, afirmou Kirby.

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A versão final do relatório deverá ser divulgada em março de 2014, assim como os culpados pelas atrocidades cometidas no país. O grupo da ONU enviou pedidos para o governo norte-coreano cooperar com as investigações, incluindo uma carta ao ditador Kim Jong-un. As requisições, contudo, foram todas negadas por Pyongyang, que disse rejeitar “totalmente e categoricamente as acusações da Comissão de Inquérito”. O conselheiro norte-coreano na ONU, Kim Yong-ho, disse que o comunicado de Kirby é “fabricado e inventado” por forças hostis a Pyongyang. Kim afirmou, ainda, que a comissão serve apenas para ampliar o “enfrentamento e desconfiança” ao regime comunista da Coreia do Norte.

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