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ONU aprova investigação sobre assentamentos judaicos

Uma missão internacional e independente deve avaliar as consequências das colônias nos direitos civis, políticos, econômicos e sociais dos palestinos

Por Da Redação 22 mar 2012, 15h44

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU deu luz verde nesta quinta-feira a uma resolução apresentada pelos árabes, decidindo o envio de uma missão de investigação internacional e independente para avaliar as consequências das colônias israelenses nos direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais dos palestinos.

Ao apresentar a resolução – que teve 36 votos a favor, um contra e dez abstenções entre os 47 estados membros do Conselho -, um enviado paquistanês criticou Israel por insistir em construir mais assentamentos nos territórios ocupados, dizendo que eles estão “violando as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos”.

Além de ordenar uma investigação das implicações dos assentamentos, a resolução também pede que Israel “adote e implemente medidas sérias”, como confiscar armas para evitar atos de violência por colonos israelenses. Em comunicado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu chamou o grupo de “hipócrita”. “Este Conselho, com uma maioria automática hostil a Israel, é hipócrita e deveria ter vergonha”, declarou.

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Reação – Os Estados Unidos também se pronunciaram contra a resolução, dizendo que estavam “profundamente incomodados com a predisposição do Conselho contra Israel”. “Passos como este não fazem nada para promover uma paz justa e duradoura”, disse um enviado dos EUA, acrescentando que esse tipo de resolução serve apenas para “afastar as partes”.

A ação de Israel para expandir os assentamentos tem sido criticada pela comunidade internacional, que a consideram ilegal. No começo desta semana, a chefe dos direitos humanos da ONU, Navi Pillay, disse que a expansão dessas colônias israelenses está profundamente ligada a problemas como a violência no território palestino ocupado.

Infográfico: Entenda a guerra por territórios entre israelenses e palestinos.

(Com agência France-Presse)

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