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Ônibus explode em Tel Aviv; Hillary vai a Ramallah negociar cessar-fogo

Enquanto a trégua não sai, continuam os ataques de ambos os lados. Explosão de ônibus em Tel Aviv deixou feridos, e palestinos morreram em bombardeio

Por Da Redação 21 nov 2012, 07h12

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reuniu nesta quarta-feira com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, para tentar reduzir as tensões em Gaza e no sul de Israel. O encontro ocorreu na sede da Autoridade Nacional Palestina (ANP), na cidade de Ramallah, onde está previsto que Abbas se reúna depois com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, como parte das ações diplomáticas.

Enquanto a trégua não sai, continuam os ataques de ambos os lados. Nesta quarta-feira, a explosão de um ônibus urbano deixou mais de 20 feridos, três deles em estado grave, na região central da cidade israelense de Tel Aviv, segundo os serviços de emergência. Imagens da TV local mostraram um ônibus com vidros quebrados e muita fumaça. A explosão foi provocada por um ataque terrorista, segundo a polícia.

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Encontro – Segundo fontes oficiais palestinas, não se esperavam declarações públicas ao término da reunião entre Abbas e Hillary, que na terça-feira à noite se reuniu em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Após essa reunião, Hillary destacou que o objetivo de um acordo de cessar-fogo entre Israel e as milícias de Gaza “deve ser um resultado durável que promova a estabilidade regional e avanço a segurança e aspirações legítimas de israelenses e palestinos”.

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A secretária de Estado deve partir ainda nesta quarta-feira para o Egito para se reunir com o presidente do país. Mohamed Mursi, o primeiro a falar que um acordo para o cessar-fogo havia sido fechado, ainda espera que os esforços para conter o conflito entre palestinos e israelenses tragam resultados positivos logo, segundo um funcionário do governo no Cairo.

Netanyahu, por sua vez, disse preferir um acordo a longo prazo. “Se for possível obter uma solução a longo prazo por meios diplomáticos, eu prefiro. Mas se não for o caso, estou certo de que vocês compreendem que Israel deverá adotar todas as medidas necessárias para defender seu povo.”

Conflito – Ao menos 26 pessoas também foram mortas em Gaza pela aviação israelense desde terça-feira, segundo o ministério da Saúde do Hamas. Entre as vítimas estão dois cinegrafistas da emissora de televisão Al-Aqsa, Mahmud Komi e Hossam Salama, atingidos em um ataque contra o bairro de Sabra, em Gaza. O representante palestino junto às Nações Unidas, Riyad Mansour, informou à ONU que a ofensiva aérea de Israel já deixou 140 mortos e 950 feridos.

O prédio onde se situa o escritório da AFP em Gaza foi atingido por três mísseis na madrugada desta quarta-feira, segundo um fotógrafo da agência de notícias, que não registrou feridos entre o pessoal da France-Presse. O Exército israelense confirmou o ataque contra o prédio, de oito andares: “atacamos o sétimo andar do edifício, onde o Hamas tinha uma sala de operações de inteligência militar”.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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