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ONG Viva Rio relata saques e disparos nas ruas da capital do Haiti

As ruas de Porto Príncipe se transformaram no cenário de saques e disparos, relatou à agência France-Presse Valmir Fachini, porta-voz da ONG Viva Rio, que realiza ações sociais no Haiti.

“Lamentavelmente, não vemos a MinuStah (força da paz da ONU) nas ruas. Ouvimos vários disparos de armas de fogo sem poder dizer de onde vêm. Os saques começaram nos supermercados, que desabaram parcialmente”, contou Fachini em correio eletrônico enviado na madrugada desta quinta-feira à France-Presse.

“Tememos que, se a comida não chegar, eventualmente a população comece a saquear as casas”, afirmou ainda o porta-voz da organização não-governamental, que emprega cerca de 400 haitianos nas ações de desenvolvimento social.

“Os disparos são constantes e temos a impressão de que se trata de famílias que tentam se proteger de ladrões”, acrescentou.

Num primeiro momento, segundo Fachini, os alimentos desapareceram dos mercados.

“Na quarta, fomos até os bairros mais populares onde ainda se encontrava um pouco de comida e foi possível fazer uma reserva para um ou dois dias. Além disso, conseguimos um pouco de água esta manhã”, contou.

Segundo o voluntário brasileiro, na sede da entidade Viva Rio existem reservas de água de chuva, que servem para ajudar a população do bairro onde a ONG se localiza, em Pacot.

Em outro bairro onde a organização atua, Bel Air, uma brigada de proteção comunitária, criada para atuar em situações de catástrofes naturais, prestou ajuda a centenas de pessoas que passaram a noite ao relento.

Os feridos continuam chegando ao lugar em busca dos primeiros socorros, um banho, água e apoio moral.

(Com agência France-Presse)