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Onda de calor mata 432 pessoas no Paquistão

Há quatro dias a província de Sindh sofre com o ar seco e temperaturas acima dos 40 graus. Mortes por desidratação atingem principalmente pessoas com mais de 60 anos

O número de mortos pela onda de calor que afeta a província paquistanesa de Sindh, há quatro dias com tempo seco e temperaturas acima dos 40 graus, aumentou nesta terça-feira para 432, mas meteorologistas esperam que comece a chover em algumas das zonas afetadas. A maior parte das mortes ocorreu em Karachi, capital da província e centro econômico do país, onde os hospitais registraram um alto número de falecidos por desidratação, principalmente pessoas acima dos 60 anos.

“Até agora registramos 200 mortes e atendemos mais de 3.000 pessoas afetadas pelo calor nas últimas 24 horas”, disse o chefe de Emergências do Centro de Médico Jinnah de Karachi, Seemin Jamali. No Hospital Civil da mesma cidade houve 70 mortes. “Não sei o número exato de pacientes em estado crítico, mas são muitos”, indicou o superintendente do centro Muzaffar Hussain.

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As temperaturas chegaram a 44 graus Celsius nos últimos dias na cidade de Karachi, mais do que a temperatura média normal de verão, de 37 graus. Mas autoridades meteorológicas disseram que a chuva é esperada. “Estamos antecipando que uma brisa do mar vai chegar. A temperatura vai cair à medida que as chuvas de monções entrem na costa de Sindh, levando chuva para a cidade”, disse Ghulam Rasool, diretor geral do Departamento Meteorológico.

O governo pôs em estado de emergência os hospitais de Karachi e cancelaram as férias do pessoal médico. Esta onda de calor ocorre de forma simultânea com o começo do Ramadã, o jejum muçulmano que estabelece a não ingestão de alimentos e bebidas entre a alvorada e o crepúsculo durante um mês.

As ondas de calor são frequentes no subcontinente indiano nos meses de maio e junho, que precedem a chegada das chuvas da monção. No final de maio, uma onda de calor matou cerca de 2.000 no sudeste da vizinha Índia.

(Da redação)