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Onda de calor extremo em Tóquio provoca maior pico de hospitalizações em mais de 15 anos

Termômetros passam dos 40ºC pela primeira vez em outras cidades japonesas e autoridades criam palavra especial para alerta de temperatura 'cruel'

Por Luiza Zubelli 23 jul 2026, 15h02 | Atualizado em 23 jul 2026, 15h35
Onda de calor extremo em Tóquio provoca maior pico de hospitalizações em mais de 15 anos Priorizar nos meus resultados Google

Tóquio registrou, na quarta-feira 22, o maior número de internações relacionadas ao calor em um único dia desde 2010. Autoridades afirmaram que 453 pessoas na capital do Japão foram hospitalizadas por problemas provocados pelos termômetros nas alturas. De acordo com a agência de notícias AFP, os bombeiros locais atenderam 3.612 ocorrências devido às temperaturas, um recorde desde que os registros começaram, em 1963.

Dos hospitalizados, uma pessoa morreu, quatro permanecem em estado crítico e 18 estão em estado grave. Entre as cidades japonesas que mais esquentaram, estão Hamamatsu, na província de Shizuoka, com 41,1°C, e a cidade de Toyota, na província vizinha e sede da montadora de mesmo nome, com 40,8°C.

Pelo menos seis locais ao redor do Japão registraram mais de 40°C nos termômetros na quarta-feira. Na última semana, um total de catorze pessoas morreram por causa da onda de calor no país.

Dias que registram temperaturas acima de 40ºC são apelidados de “kokushobi” pela Agência Metereológica do Japão. O termo, que significa “dia de calor cruel” ou “insuportável”, foi criado para chamar a atenção dos cidadãos para os alertas severos. A advertência, porém, não desencadeia nenhuma medida oficial em nível nacional. 

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Crise climática

O planeta continua esquentando em ritmo acelerado, com ondas de calor que provocam desde mortes na Europa a incêndios descontrolados que pintaram de laranja os céus do Canadá. Um relatório divulgado no início de junho, feito por mais de 70 pesquisadores de 17 países, concluiu que as atividades humanas provocaram, em 2025, um aquecimento de 1,37°C na comparação com níveis pré-industriais.

Mantido o ritmo atual de emissões, o mundo deve superar a marca de 1,5°C, um dos principais limites estabelecidos pela ciência climática, em aproximadamente quatro anos.

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Os resultados reforçam alertas recentes da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que descreveu o clima da Terra como mais desequilibrado do que em qualquer outro momento da era observacional.

O aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos também está relacionado ao aquecimento. Nos últimos anos, diferentes regiões do planeta enfrentaram ondas de calor recordes, secas prolongadas, enchentes e incêndios florestais. Dados do monitor europeu Copernicus mostram que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, atrás apenas de 2024 e 2023.

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