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OMS: Puxada pelo Brasil, América Latina lidera novas contaminações diárias

Organização Mundial da Saúde alerta que as Américas se tornaram epicentro da Covid-19 e pede aos países que não aliviem as quarentenas

Por Da Redação - Atualizado em 26 Maio 2020, 18h44 - Publicado em 26 Maio 2020, 18h29

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira, 26, que a América Latina ultrapassou a Europa e os Estados Unidos em novas contaminações diárias de Covid-19, doença respiratória causada pelo coronavírus, e alertou para os seus países não abrandarem as quarentenas. A região enfrentará semanas “muito difíceis” – especialmente o Brasil, que registrou na segunda-feira 25 o maior número diário de óbitos.

“Nossa região se tornou o epicentro da pandemia da Covid-19“, afirmou Carissa Etienne, diretora da OMS para as Américas e chefe da Organização Panamericana de Saúde. “Agora não é hora de os países aliviarem as restrições”, completou.

Somados aos dados dos Estados Unidos, o país com maior número de casos confirmados e de óbitos, as Américas são atualmente o novo epicentro mundial da pandemia de coronavírus. Em conjunto, a América do Norte e a América do Sul registram mais de 2,4 milhões de casos confirmados e de 143.000 mortes pela Covid-19.

Países como o Peru, Chile, El Salvador, Guatemala e Nicarágua também são preocupantes, de acordo com a OMS.

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O pior está por vir

Nesta terça-feira, um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, alertou que o número total de óbitos no Brasil pode subir cinco vezes, para 125.000, no início de agosto. Feita a previsão, a universidade americana recomentou o estabelecimento de bloqueios totais no país – medida rejeitada desde o início da pandemia pelo presidente Jair Bolsonaro.

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A vertiginosa escalada no número de infecções e mortes no país, que soma quase 375.000 casos e cerca de 23.500 mortes, fez com que os Estados Unidos suspendessem, no domingo 24, a entrada de brasileiros em território americano. O presidente Donald Trump ameaçava decretar as restrições desde o final de abril.

No Peru, a previsão é de que as mortes cheguem a quase 20.000 em agosto, segundo a Universidade de Washington, indicando que o sistema de saúde peruano deve entrar em colapso, com disponibilidade insuficiente de leitos de terapia intensiva.

Até agosto, a universidade projeta quase 12.000 mortes no Chile, 7.000 no México, 6.000 no Equador, 5.500 na Argentina e 4.500 na Colômbia.

Um dos únicos países da região que se destaca positivamente na luta contra a Covid-19 é Cuba, com menos de 2.000 casos confirmados até agora. A Universidade de Washington prevê apenas 82 mortos até agosto.

A ilha caribenha iniciou uma campanha de testagem em massa no dia 12 de abril para controlar ainda mais as infecções. Por outro lado, a crise causada pela pandemia exacerbou a escassez de produtos básicos.

(Com Reuters)

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