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Ômicron afetará maioria dos americanos, afirma governo dos EUA

Variante já é responsável por 98% dos casos no país e o número de casos diários segue quebrando recordes

Por Matheus Deccache Atualizado em 13 jan 2022, 12h31 - Publicado em 13 jan 2022, 12h13

As autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram que a variante ômicron é tão contagiante que é provável que a maioria dos americanos eventualmente sejam infectados, comparando a pandemia a um “desastre natural”. 

No entanto, especialistas apontam que o alto número de novos casos, que vem batendo recorde ao longo das últimas semanas, deve começar a diminuir. E que o foco do governo deve ser garantir que o sistema hospitalar não entre em colapso. 

“Acho que é difícil processar o que está acontecendo, mas a maioria das pessoas irá pegar Covid-19. O que precisamos fazer é garantir que os hospitais e outros serviços essenciais continuem funcionando em meio a essa onda”, disse a chefe interina da agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Janet Woodcock.

Os comentários de Woodcock foram feitos em uma audiência no Senado na última quarta-feira 12 em que senadores – principalmente republicanos – questionaram duramente os funcionários dos governos responsáveis por controlar a pandemia.

Além dela, também foram ouvidos a chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Rochelle Walensky, e o chefe médico do presidente, Anthony Fauci. 

Com várias mutações importantes, a õmicron se espalhou rapidamente pelos Estados Unidos e foi responsável pela quebra do recorde de novos casos diários no país e no mundo.

De acordo com o CDC, a nova variante já corresponde a 98% dos casos em território americano, substituindo a delta em menos de um mês. 

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Apesar do alto crescimento em pouco tempo, especialistas acreditam que a nova cepa seja menos letal do que as anteriores e há evidências de que o pico possa ser atingido rapidamente. 

No entanto, ainda que seja menos letal, o aumento no número de diagnósticos colocou hospitais, escolas e empresas sob alerta devido à alta contaminação de funcionários, fazendo com que as atividades remotas voltassem a ser uma alternativa. 

Na última quarta, 851.910 novas infecções por Covid-19 foram registradas em todo os Estados Unidos.

E esse número pode ser ainda maior: com a popularização dos testes feitos em casa, especialistas apontam que muitos americanos não relatam resultados positivos às autoridades.

Para efeitos de comparação, no dia 12 de janeiro de 2020, durante a onda de inverno, 251.232 americanos testaram positivo para o vírus.

O governo alerta também que, ainda que a ômicron seja menos letal do que suas antecessoras, o risco de infecção grave ainda existe. 

Também no Senado, Fauci reforçou que é provável que a maioria dos americanos estejam infectados com a nova cepa e acrescentou que, comparativamente, poucos indivíduos devidamente vacinados irão enfrentar hospitalização e morte.

“Aqueles que foram imunizados continuarão expostos. Alguns deles, em sua maioria, serão infectados, mas provavelmente se sairão bem e não irão precisar de internação. Os que não se vacinaram são muito mais propensos a sofrer o impacto dessa onda de casos”, disse.

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