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Oito morrem em combate entre tropas de Saleh e rebeldes

Os separatistas atacaram um posto de controle militar iemenita no sul do país

Por Da Redação 10 jun 2011, 11h04

Separatistas atacaram um posto de controle militar iemenita no sul do país nesta sexta-feira, matando cinco soldados e três rebeldes, disseram autoridades e testemunhas. Os rebeldes atacaram os arredores de Al Habilayn, cidade na província de Lahj, no sul, onde um movimento separatista exige independência ou maior autonomia regional. Esse foi o primeiro combate do tipo na região em três meses.

O Iêmen viveu uma guerra civil em 1994 após a unificação do norte, do presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, com o sul do país, que anteriormente era uma república apoiada pela União Soviética. A população do sul acusa o estado de negligenciar a região. A vizinha Arábia Saudita e os Estados Unidos temem que o Iêmen entre numa situação de completo caos, dando um porto seguro à Al Qaeda, após meses de protestos pedindo a saída de Saleh, que está no poder há três décadas.

Simpatizantes de Saleh, que foi ferido em um ataque contra o palácio presidencial na semana passada e forçado a ir para a Arábia Saudita para passar por uma cirurgia, dizem que ele retornará ao poder, enquanto líderes tribais e outros opositores garantem que ele jamais voltará a governar o país.

Terrorismo – Os Estados Unidos intensificaram a “guerra informal” que mantêm no Iêmen – um aliado de Washington na luta contra o terrorismo – para combater a Al Qaeda no país. De acordo com informações publicadas na quinta-feira pelo jornal The New York Times, os ataques americanos contra os militantes da Al Qaeda, com caças e aeronaves não tripuladas, foram intensificados por determinação do governo de Barack Obama.

As operações militares no Iêmen são lideradas pelo Pentágono, em cooperação com a Agência Central de Inteligência (CIA). Para a CIA, a Al Qaeda no Iêmen traz mais ameaças aos EUA do que os líderes da organização que atuam no Paquistão. Na quinta-feira, no Congresso americano, o diretor da CIA e futuro secretário da Defesa, Leon Panetta, manifestou preocupação com as células da Al Qaeda no Iêmen e na Somália. “Elas continuam perigosas e nós temos de ir atrás delas.”

Os ataques dos EUA a alvos da Al Qaeda em solo iemenita recomeçaram após uma pausa de um ano e têm como base informações obtidas por espiões americanos e sauditas. No dia 3, caças americanos atacaram o sul do Iêmen e mataram um dos principais integrantes da Al Qaeda no país, Abu Ali al Harithi, e outros militantes. No fim de abril, mísseis foram lançados no esconderijo de Anwar al Awlaki, líder religioso extremista nascido nos EUA e um dos terroristas mais procurados por Washington, mas ele conseguiu escapar.

(Com agências Reuters e Estado)

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