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OEA chama de ‘aberração’ cerco do regime Maduro à embaixada argentina em Caracas

Seis membros da oposição venezuelana estão asilados no edifício diplomático, que está sob custódia do Brasil desde a expulsão da missão da Argentina

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 dez 2024, 15h35 | Atualizado em 13 dez 2024, 21h01
OEA chama de ‘aberração’ cerco do regime Maduro à embaixada argentina em Caracas Priorizar nos meus resultados Google

A Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou nesta sexta-feira, 13, o cerco das forças de segurança da Venezuela à Embaixada da Argentina em Caracas, onde seis membros da oposição venezuelana estão asilados. O edifício diplomático está sob custódia do Brasil desde que a missão argentina foi expulsa do país pelo regime de Nicolás Maduro.

As forças de segurança venezuelanas cercaram a Residência Oficial da embaixada da Argentina em Caracas na última sexta-feira 6 e, de acordo com membros da oposição, cortaram a eletricidade, a água corrente e a entrada de alimentos e água potável engarrafada no prédio. 

“A implementação de forças repressivas com armas de assalto em torno da embaixada da Argentina e o assédio em geral a que está sendo submetida a sede diplomática revela as piores aberrações do regime e atenta contra os princípios fundamentais do direito internacional e dos direitos humanos”, escreveu a OEA em um comunicado.

O órgão central da Organização dos Estados Americanos denunciou ainda que o cerco constitui uma violação flagrante das garantias de segurança e proteção que deveriam ser concedidas aos asilados, como estipulado na Convenção de 1954 sobre Asilo Diplomático e na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

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O regime Maduro, até o momento, se recusou a conceder salvo-condutos aos seis líderes políticos abrigados no local e os acusa de realizar ações contra o Executivo.

“A OEA reitera que a concessão de salvo-condutos para os asilados é um imperativo que deve ser cumprido imediatamente”, completou o órgão. 

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Pressão internacional

Na quarta-feira, o chanceler da Argentina, Gerardo Werthein, pediu que a OEA condenasse o cerco do governo venezuelano contra sua embaixada em Caracas. 

“Pergunto claramente: vamos permitir que a inviolabilidade das sedes diplomáticas seja violada?”, questionou Werthein durante uma sessão do Conselho Permanente da OEA. “Vamos agir agora ou esperar que uma tragédia aconteça para poder reagir?”

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As autoridades argentinas também incitaram o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), corte das Nações Unidas com sede em Haia que julga crimes graves, a solicitar à Câmara de Questões Preliminares a emissão de mandados de prisão contra Nicolás Maduro e outros líderes do regime, devido ao agravamento da situação em Caracas.

A embaixada da Argentina está sob custódia do Brasil desde o fim de julho, quando Maduro expulsou os diplomatas do governo Javier Milei do país. O movimento ocorreu após a Casa Rosada declarar que não admitia o resultado oficial das eleições presidenciais na Venezuela, que deram vitória ao atual líder chavista sem apresentar provas.

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Buenos Aires reconheceu Edmundo González, candidato da oposição, como presidente eleito da nação caribenha, depois de seu partido, Plataforma Unitária Democrática, apresentar o que disse consistir em cerca de 80% dos boletins de urna que políticos e cidadãos comuns conseguiram recuperar, cujos dados evidenciaram uma vitória esmagadora do diplomata de 75 anos contra Maduro.

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