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Obama visita áreas afetadas por Sandy em Nova York

Presidente prometeu apoio do governo para reconstrução da cidade

Por Da Redação 15 nov 2012, 18h29

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quinta-feira que a população nova-iorquina atingida pela passagem da tempestade Sandy terá apoio total do governo. “Estaremos aqui até que termine a reconstrução”, disse o presidente ao visitar Staten Island, uma das áreas mais afetadas pela tempestade. “Estou muito orgulhoso de Nova York. Vocês são muito fortes”.

O presidente reconheceu que ainda existem muitas coisas que precisam ser solucionadas em um curto prazo, já que milhares de cidadãos continuam sem eletricidade e sem moradia, mas ressaltou que será preciso um esforço de reconstrução a “longo prazo”. Para isso, os governos dos estados de Nova York e Nova Jersey devem elaborar um plano em conjunto com a Casa Branca.

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Nova tempestade prejudica recuperação pós-Sandy nos EUA

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, estima que a tempestade tenha causado prejuízos de cerca de 33 bilhões ao seu estado. Sandy atingiu os Estados Unidos no dia 29 de outubro, depois de provocar estragos no Caribe. Nos EUA, foram 120 mortos pela tempestade – metade desse número só no estado de Nova York.

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Recuperação – A reconstrução das áreas atingidas por Sandy nos EUA enfrenta obstáculos. Toneladas de entulho continuam empilhadas nas ruas de diversas cidades. O suprimento de combustível, usado na locomoção e também no aquecimento das residências, ainda não voltou ao normal.

“É como viver no inferno”, disse Latoya Miller, de 29 anos, de Red Hook, um dos bairros de Nova York que ficaram submersos durante a tempestade. “Se não fosse pelas pessoas nos dando comida e cobertores, não sei o que iríamos fazer. Haveria tumultos aqui”.

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Desemprego – O número de americanos que entraram com pedidos de seguro-desemprego após a tempestade chegou a 439 mil, segundo dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgados nesta quinta-feira.

A Agência Federal de Administração de Emergências (Fema, na silga em inglês) pretende reembolsar algumas vítimas e governos municipais pelos danos sofridos, mas só tem 8,1 bilhão de dólares disponíveis, o que significa que o Congresso dos Estados Unidos teria de destinar mais dinheiro ao projeto. Isso acontece em um momento em que Washington está concentrada em promover corte de gastos.

(Com Agência Reuters e EFE)

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