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Obama telefona para rei saudita sobre conspiração iraniana

Os dois líderes deploraram a 'flagrante violação' das normas internacionais e concordaram em buscar 'uma resposta forte e unificada'

Por Da Redação 12 out 2011, 21h49

Entenda o caso

  1. • Os Estados Unidos acusam o Irã de armar um complô para matar o embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir, em um ataque terrorista.
  2. • Um agente secreto da DEA (agência antidrogas) no México se fez passar por um narcotraficante para participar do atentado, que culminaria na explosão de uma bomba na capital americana.
  3. • Mansor Arbabsiar, um iraniano de 56 anos naturalizado americano, foi preso no dia 29 de setembro ao voltar do México após realizar várias reuniões com esse falso narcotraficante – e teria admitido o plano.
  4. • Outro iraniano suspeito, Gholam Shakuri, membro do grupo de elite militar Al-Qods, que faz parte da Guarda Revolucionária e teria planejado tudo, está foragido.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta quarta-feira ao rei Abdullah, da Arábia Saudita, para falar sobre a descoberta de uma conspiração iraniana visando assassinar o embaixador saudita em Washington, informou a Casa Branca.

Os dois líderes deploraram a “flagrante violação” das normas internacionais e concordaram em buscar “uma resposta forte e unificada para que os responsáveis prestem contas por suas ações”. Obama e o rei Abdullah elogiaram ainda o trabalho das agências de inteligência e das forças da ordem que permitiu frustrar essa conspiração, e reafirmaram a existência de “uma relação sólida” entre seus países.

O departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa dois iranianos de conspirar com setores do governo de Teerã para matar o embaixador saudita em Washington, tarefa para a qual teriam contatado no México um suposto membro de um cartel de narcotraficantes, que na verdade era um agente americano disfarçado. O complô incluía detonar uma bomba em um restaurante que o diplomata frequentava, com a eventual morte de inúmeros civis inocentes.

(Com agência France-Presse)

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