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Obama: ‘Sharon foi um líder que dedicou sua vida a Israel’

Primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu também se pronunciou sobre a morte do ex-líder, afirmando que ele era 'um bravo guerreiro' de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou suas condolências aos israelenses e à família do ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, a quem descreveu como “um líder que dedicou sua vida a Israel”. Sharon morreu este sábado aos 85 anos após passar oito anos em estado vegetativo como consequência de um derrame. “Reafirmamos nosso compromisso inabalável com a segurança de Israel. Continuamos a lutar por uma paz e segurança duradouras para o povo de Israel, inclusive através do nosso compromisso com o objetivo de dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança”, declarou Obama em referência aos territórios palestinos, citado em um comunicado. “Enquanto Israel se despede de seu primeiro-ministro Sharon, nos unimos aos israelenses para homenagear seu compromisso com o país”, acrescentou.

A concisão do comunicado presidencial contrastou com a reação do secretário de Estado, John Kerry, que visitou dez vezes a região desde que assumiu o cargo, em março de 2013, ao fazer do processo de paz entre israelenses e palestinos um dos principais eixos de sua política. “O sonho de Israel foi sua razão de viver e (Sharon) entregou corpo e alma para dar vida a este sonho”, declarou o líder da diplomacia americana, que teve seu primeiro encontro com Sharon quando este foi eleito primeiro-ministro, no dia 6 de fevereiro de 2001. “Não é segredo que os Estados Unidos, ao longo de toda a sua carreira política [de Sharon], às vezes tiveram divergências com ele”, disse Kerry. “Mas, quer a pessoa estivesse de acordo com suas posições, quer não – e as opiniões de Arik sempre foram claras como a água – não podia, senão, admirar este homem, determinado a garantir a segurança e a sobrevivência do Estado judeu”.

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Os dois principais líderes políticos de Israel na atualidade se pronunciaram sobre a morte do ex-primeiro-ministro. Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro de Israel, declarou ao jornal israelense Haaretz que Sharon “foi, em primeiro lugar e acima de tudo, um grande e bravo guerreiro”. Shimon Peres, presidente do país, destacou a relação do ex-primeiro-ministro com os israelenses. “Ele amava seu povo e era amado por ele”, disse ao Haaretz. O filho de Sharon, Gilad, lamentou a morte do pai afirmando que “ele partiu quando decidiu partir”. (Continue lendo o texto)

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou a coragem política que Ariel Sharon demonstrou quando ordenou a retirada das tropas e dos colonos israelenses de Gaza em 2005 e pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se inspire em seu pragmatismo. “Nos lembraremos da coragem política e da determinação que demonstrou aplicando a dolorosa e histórica decisão de retirar os colonos e os soldados israelenses da Faixa de Gaza”, declarou o porta-voz de Ban, Martin Nesirky, em um comunicado. O líder da ONU “pede que Israel se inspire no legado de pragmatismo de Sharon para se esforçar em criar, por fim, um Estado palestino independente e viável, junto a um Israel seguro”, acrescentou o porta-voz, em alusão às negociações de paz israelenses-palestinas nas quais o governo de Netanyahu, seu sucessor, está envolvido.