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Obama recebe Trump na Casa Branca para iniciar a transição

A primeira-dama, Michelle Obama, também irá conversar em particular com a mulher de Trump, Melania. Apesar das diferenças, Obama prometeu transição pacífica

Por Da redação - Atualizado em 10 nov 2016, 10h51 - Publicado em 10 nov 2016, 08h51

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá uma reunião com o presidente eleito Donald Trump na Casa Branca nesta quinta-feira, o primeiro gesto público de ambos visando uma transição de poder pacífica na esteira da vitória surpreendente do empresário republicano na eleição. Os dois praticamente não tiveram nenhum contato prévio. Trump liderou o absurdo movimento que questionou a cidadania americana de Obama e prometeu reverter as políticas que se tornaram a marca registrada do democrata depois que assumir o cargo em 20 de janeiro.

Obama fez uma campanha vigorosa pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton, rival democrata de Trump, e classificou o bilionário como temperamentalmente inepto para a Presidência e perigosamente despreparado para ter acesso aos códigos nucleares americanos. Eles tentarão deixar essa história para trás, ao menos diante das câmeras, durante um encontro no Salão Oval às 11h locais (14h de Brasília). A primeira-dama, Michelle Obama, também irá conversar em particular com a mulher de Trump, Melania, na residência oficial da Presidência.

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Na quarta-feira, Obama disse que, apesar de suas grandes diferenças com o magnata do setor imobiliário de Nova York, irá seguir o exemplo dado pelo ex-presidente republicano George W. Bush em 2008 e proporcionar uma transferência de poder tranquila para Trump. “Oito anos atrás, o presidente Bush e eu tínhamos algumas diferenças bastante significativas, mas a equipe do presidente Bush não poderia ter sido mais profissional ou mais elegante fazendo com que tivéssemos uma transição suave”, contou Obama. “Por isso instruí minha equipe a seguir o exemplo dado pela equipe do presidente Bush”.

Trump passou a quarta-feira se concentrando nesta transição em reuniões com seus funcionários na Trump Tower de Nova York. Depois de tomar posse, ele irá desfrutar de maiorias republicanas nas duas Casas do Congresso dos EUA, o que pode ajudá-lo a implementar sua pauta legislativa e descartar ou reverter políticas de Obama que o desagradam, como a Lei de Saúde Acessível, popularmente conhecida como Obamacare, o acordo nuclear com o Irã e a participação de seu país no Acordo de Paris, que visa combater o aquecimento global. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, informou que Obama irá informar Trump dos benefícios destas políticas durante a reunião.

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País dividido — Sob o choque, de Nova York a Los Angeles, passando por Chicago, Filadélfia, Portland (Oregon), Seattle e outras grandes cidades, milhares de manifestantes saíram às ruas para denunciar as posições racistas, sexistas e xenófobas de Donald Trump. Os manifestantes gritavam “Love trumps hate” (O amor supera o ódio) ou “Trump Grabbed America by the Pussy!” (Trump pegou a América pela vagina! — parodiando uma frase dita por Trumo, que afirmou gostar de pegar mulheres “pela vagina”).

Em Los Angeles, milhares de californianos invadiram uma importante avenida e queimaram uma imagem do presidente eleito em frente à prefeitura. A imprensa relatou várias detenções. Em Nova York, a polícia prendeu 15 pessoas, segundo o New York Times. Centenas de manifestantes com cartazes que diziam “Dump Trump” (Descartar Trump) se reuniram em Union Square e depois marcharam em direção à Trump Tower, residência do presidente eleito na Quinta Avenida.

As manifestações foram pacíficas, embora tenham sido registrados incidentes em Oakland, Califórnia. Garrafas e fogos de artifício foram lançados contra a polícia, ferindo vários agentes. De acordo com uma autoridade, duas viaturas foram incendiadas.

(Com agência Reuters)

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