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Obama recebe líderes do G8 para discutir a crise europeia

Cúpula das oito principais economias do mundo se reúne nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu nesta sexta-feira os líderes das oito principais economias mundiais (G8) em Camp David, casa de campo da presidência localizada a duas horas de Washington, para a cúpula que vai discutir a crise da dívida na Europa, em meio a temores de que a Grécia deixe o euro e ameace o próprio destino da moeda única. O encontro também vai debater questões de segurança, como o programa nuclear iraniano e a repressão na Síria.

A cúpula, que terminará neste sábado, reúne os líderes de Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Rússia.

Putin ausente – Para três líderes, o francês François Hollande, o italiano Mario Monti e o japonês Yoshihiko Noda, este é o primeiro G8. Medvedev, o representante russo, participa da reunião no lugar de Vladmir Putin, que justificou sua inesperada ausência devido às intensas consultas que mantém para a formação do novo governo russo.

Na noite de sexta-feira houve um jantar de trabalho que teve como temas principais os programas nucleares de Irã e Coreia do Norte, além da revolta e sangrenta repressão na Síria. No sábado, os dirigentes se reunirão para tratar da crise da dívida na zona do euro.

Neste primeiro dia de Cúpula, a pauta dos líderes do G8 foi a análise dos próximos passos a dar na Síria, onde a violência prossegue apesar da presença de uma missão de observadores da ONU. O Kremlin já havia antecipado que votará contra a aprovação de uma declaração que inclua “chamadas unilaterais” contra o regime sírio.

Foco no crescimento – No sábado, quando a crise na zona do euro será o assunto principal, Obama deve manifestar apoio ao estímulo econômico na Europa. O democrata teme que uma tensão ainda maior vinda da Velho Continente possa prejudicar a recuperação da economia americana e impactar nas chances de sua reeleição em novembro. Outros participantes da cúpula (especialmente o britânico David Cameron, o canadense Stephen Harper e o italiano Mario Monti) também vêm cobrando mais medidas de estímulo para ajudar a Europa a retomar o crescimento. Porém, a chanceler alemã, Angela Merkel, insiste na prioridade das medidas de austeridade fiscal para reduzir dívidas públicas.

(Com agências EFE e France-Presse)