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Obama reafirma que prioriza diplomacia em relação ao Irã

Em pleno ano eleitoral, presidente americano quer evitar custo de nova guerra

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se esforçaram nesta segunda-feira em apresentar uma imagem de unidade em relação ao Irã durante o encontro bilateral na Casa Branca, mas o líder do Estado judaico insistiu em pregar ‘o direito de Israel a se defender’.

Ambos se reuniram ao longo de várias horas, primeiro separadamente e depois com suas equipes de assessores, em um encontro marcado pelas possíveis intenções israelenses de realizar um ataque preventivo contra instalações nucleares iranianas nos próximos meses.

Segundo um comunicado divulgado ao término do encontro, que se prolongou por cerca de três horas, ambos discutiram extensivamente sobre a ‘ameaça procedente do Irã’. Obama, acrescentou a Casa Branca, ‘reafirmou a política americana de impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear’.

O presidente também expressou sua preferência em priorizar a via diplomática, por enquanto, apoiada por uma pressão sem precedentes entre a comunidade internacional e uma série de sanções.

O governo dos EUA não tem nenhum interesse em uma medida que poderia levar a uma nova guerra no Oriente Médio, em pleno ano eleitoral, pouco após Washington dar por encerrada a Guerra do Iraque e em meio aos esforços para finalizar a do Afeganistão até 2014.

A expectativa era que Obama manifestasse publicamente divergências frente ao primeiro-ministro, mostrando-se contrário a um ataque que considera contraproducente e perigoso, que deixaria o regime iraniano em posição de vítima e poderia suscitar represálias no mundo muçulmano, entre uma série de graves consequências.

No entanto, em declarações à imprensa no início da reunião, os dois líderes buscaram enfatizar a excelência das relações bilaterais e seus pontos de acordo, e Obama ressaltou que os EUA sempre apoiarão Israel no que se refere à segurança da nação judaica.

Israel insinuou que poderá atacar locais de instalações nucleares no Irã possivelmente neste semestre, com o argumento de a ameaça é grave demais para se esperar, enquanto o governo americano considera um possível ataque perigoso e prematuro.

(com Agência EFE)