Clique e assine a partir de 9,90/mês

Obama reafirma compromisso com Israel para iniciar conversas sobre Irã

Por Por Stephen Collinson - 5 mar 2012, 17h31

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou nesta segunda-feira que o compromisso de seu país com Israel é “sólido como uma rocha”, ao receber o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na Casa Branca para falar da delicada questão do programa nuclear iraniano.

Nesse sentido, o presidente Obama assegurou que a diplomacia tem ainda uma oportunidade no Irã, país suspeito para as potências ocidentais de querer obter a arma atômica e o qual Israel ameaçou unilateralmente em atacar nas últimas semanas.

Ao receber Netanyahu no Salão Oval para iniciar as conversas sobre o Irã, Obama tentou acalmar os temores de Israel ao reafirmar que seu compromisso com a segurança israelense não pode ser quebrado.

Mas o líder americano também deixou claro que sua preferência para a resolução do conflito é pacífica.

“Acreditamos que ainda existe uma janela que permite a possibilidade de uma resolução pacífica para esta questão”, disse reiterando que o Irã precisa tomar uma decisão que ainda não tomou.

“Todas as opções” estão abertas, afirmou Obama. “Quando digo que todas as opções estão na mesa, realmente é o que quero dizer”, afirmou.

Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel deve “continuar sendo dono de seu destino”, no momento em que esse país considera destruir o programa nuclear iraniano.

“Minha responsabilidade suprema, como primeiro-ministro israelense, é velar para que Israel continue sendo dono de seu destino”, declarou Netanyahu, após agradecer Obama por seu apoio ao direito de Israel de se defender.

Continua após a publicidade

Israel disse que, se as sanções contra o Irã não bastam para frustrar suas ambições nucleares, se reserva o direito de realizar um ataque preventivo contra a República Islâmica.

Tanto o presidente americano, como o primeiro-ministro israelense, que fez da luta contra o programa nuclear iraniano sua prioridade, prepararam o terreno para o debate.

No domingo, Obama criticou de forma velada a crescente ameaça de um ataque israelense contra o Irã. “Falamos muito de guerra”, disse.

Mas também tratou de tranquilizar seu aliado, reiterando sua disposição em usar a força contra Teerã se for necessário. Netanyahu comemorou o fato de o presidente reafirmar que “todas as opções estão sobre a mesa” para impedir que o Irã adquira armas nucleares.

Segundo analistas israelenses, Netanyahu está esperando do presidente Obama a promessa de uma operação militar dos Estados Unidos contra o Irã ou, ao menos, um acordo tácito para um ataque israelense.

A gestão do tema nuclear iraniano, já perigosa por si só, é complicada para Obama, candidato para um segundo mandato à frente do país contra seus opositores republicanos, que não deixam de criticá-lo por sua suposta fragilidade em política externa.

“Se Barack Obama for eleito, o Irã terá armas nucleares, e o mundo mudará se esse for o caso”, declarou Mitt Romney, favorito para a indicação republicana para as eleições presidenciais em novembro.

A última vez que Obama e Netanyahu se encontraram foi na Assembleia Geral da ONU em setembro de 2011. Quatro meses antes, o líder israelense inflingiu um golpe a su aliado ao rejeitar seu chamado a um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967.

Continua após a publicidade
Publicidade