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Obama quer sanções à Síria e nega atalhos para paz no Oriente Médio

Por Stan Honda 21 set 2011, 12h02

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou nesta quarta-feira o Conselho de Segurança da ONU a impor imediatamente sanções à Síria pela repressão das manifestações contra o regime de Bashar al-Assad.

“A pergunta para nós está clara: ‘Nós nos posicionaremos ao lado do povo sírio ou de seus opressores?'”, disse Obama em seu discurso na 66ª Assembleia Geral da organização internacional, em Nova York.

“Enquanto estamos reunidos hoje, homens, mulheres e crianças são torturados, detidos e assassinados pelo regime sírio. Milhares (de pessoas) foram assassinadas”, afirmou.

O presidente lembrou que seu governo já tomou medidas contra o governo do presidente Bashar al-Assad, que reprime com mão de ferro uma revolta em seu país, que teve início em março.

Obama indicou que muitos países se uniram aos esforços de Washington, mas pediu que as nações falem “com uma só voz”.

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“Não agir é indesculpável. Chegou a hora de o Conselho de Segurança das Nações Unidas sancionar o regime sírio e se colocar ao lado do povo sírio”, acrescentou Obama.

Ele também ressaltou que não existem “atalhos” em direção à paz no Oriente Médio, em meio às disputas diplomáticas para impedir que os palestinos peçam o reconhecimento pleno de seu Estado na ONU.

“Estou convencido de que não existem atalhos para pôr fim a este conflito, que se prolonga por décadas. A paz não é alcançada com declarações e resoluções na ONU. Se fosse fácil assim, já teria ocorrido”, disse o presidente americano.

Já Irã e Coreia do Norte poderão sofrer um maior isolamento pela insistência em seus programas nucleares, segundo Obama.

“O governo iraniano não conseguiu demonstrar que seu programa é pacífico. (…) A Coreia do Norte ainda tem que dar passos concretos para abandonar suas armas”, disse o presidente americano.

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