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Obama pressiona Congresso por reforma financeira ‘rotunda e sensata’

(Embargada até as 7h deste sábado).

Washington, 18 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressionou neste sábado o Congresso americano para que avance na reforma do sistema financeiro, que qualificou de ‘inteligente, rotunda e sensata’, a fim de evitar uma nova crise como a de 2008.

‘Nos últimos três anos e meio, estivemos lutando para nos recuperar de uma crise econômica histórica causada pela aterrorizante irresponsabilidade de parte de Wall Street, que utilizou nosso sistema financeiro como um cassino’, afirmou Obama.

Em seu habitual discurso radiofônico semanal, o líder americano se referiu às recentes perdas de US$ 2 bilhões da JPMorgan em operações equivocadas no mercado financeiro e assinalou que sem a reforma proposta os contribuintes poderão ter de arcar novamente com os erros de Wall Street.

‘Essas novas regras precisam que se você é um grande banco agora terá de contar com mais liquidez disponível, de modo que, se tomar uma decisão errada, pagará por ela, não os contribuintes’, explicou Obama.

Essa reforma do sistema financeiro, conhecida como Lei Dodd-Frank, foi aprovada em 2008, mas ainda faltam acordos para colocar em prática algumas de suas normativas. Esse é o caso da ‘norma Volcker’, que restringe as operações especulativas que uma entidade financeira pode realizar.

‘Não podemos voltar a uma era na qual havia frouxa regulação e frágil supervisão, onde os excessivos riscos assumidos por Wall Street e a ausência de um controle básico por parte de Washington quase destruíram nossa economia’, acrescentou o presidente americano.

Neste sentido, Obama criticou ‘os republicanos no Congresso e os grupos de pressão que apresentaram uma batalha frontal para atrasar, esvaziar de recursos e desmantelar a reforma de Wall Street’.

Por isso, exigiu aos congressistas republicanos que gastem ‘menos tempo trabalhando a fim de derrubar as normas apresentadas para proteger a economia e dediquem mais tempo a trabalhar de verdade para fortalecer a economia dos EUA’. EFE