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Obama nomeia senador John Kerry secretário de Estado

Democrata de 69 anos substituirá Hillary Clinton no cargo. Seu nome ganhou força depois da desistência de Susan Rice, rejeitada por republicanos

Por Da Redação 21 dez 2012, 16h29

Como a imprensa americana já havia antecipado, o presidente Barack Obama nomeou nesta sexta-feira o senador John Kerry, de 69 anos, para o cargo de secretário de Estado. A nomeação será encaminhada ao Senado para ser ratificada. Na Casa, Kerry tem o suporte tanto de democratas como de republicanos.

O senador substituirá a ex-primeira-dama Hillary Clinton, que já havia anunciado que não permaneceria no governo por mais quatro anos.

Ao anunciar o nome do parlamentar, Obama disse que o senador é “a escolha perfeita” para guiar a diplomacia americana nos próximos anos. Com o anúncio, Kerry torna-se o primeiro integrante oficial da equipe de Obama para o segundo mandato presidencial, que terá início em janeiro.

John Kerry, que já foi candidato presidencial em 2004, passou a ser apontado como favorito para assumir o Departamento de Estado depois que a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, retirou sua candidatura para o posto.

Susan desistiu depois de ser alvo de críticas dos republicanos devido à sua atuação após o ataque ao consulado americano em Bengasi, na Líbia, que deixou quatro mortos, incluindo o embaixador J. Christopher Stevens. Ela admitiu que a descrição que fez do ataque foi incorreta.

À época, Rice afirmou que o atentado não havia sido “organizado ou premeditado”, mas resultado de uma manifestação “espontânea” contra o vídeo A Inocência dos Muçulmanos, que satiriza o profeta Maomé. Susan explicou que sua declaração foi baseada em informações da inteligência americana e que não teve a intenção de enganar a população dos EUA. Mesmo assim, não conseguiu acalmar os ânimos dos parlamentares.

Como presidente do comitê de relações exteriores do Senado, Kerry conduziu uma reunião sobre o ataque em Bengasi nesta quinta-feira, quando o Departamento de Estado voltou a ser criticado por ter falhado na resposta a pedidos de melhoria na segurança da representação americana na Líbia.

Um relatório independente sobre o ataque divulgado esta semana cita “falhas sistemáticas e deficiências de liderança e gestão” do Departamento de Estado. E critica a “falta de pessoal experiente” para garantir a segurança dos membros do consulado. Segundo a investigação, os pedidos de funcionários da embaixada em Trípoli para melhorar a segurança da sede diplomática em Bengasi antes do ataque foram ignorados.

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