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Obama não prevê o envio de tropas americanas à Síria

Presidente americano diz que tomará decisões "após consultas cautelosas"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que não prevê um cenário no qual enviará tropas norte-americanas à Síria e defendeu uma abordagem cautelosa para determinar se o governo sírio usou armas químicas na guerra civil que já dura dois anos.

Entenda o caso

  1. • Durante a onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o governo do ditador Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes enfrentam forte repressão pelas forças de segurança. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos no país, de acordo com levantamentos feitos pela ONU.
  3. • Em junho de 2012, o chefe das forças de paz das Nações Unidas, Herve Ladsous, afirmou pela primeira vez que o conflito na Síria já configurava uma guerra civil.
  4. • Dois meses depois, Kofi Annan, mediador internacional para a Síria, renunciou à missão por não ter obtido sucesso no cargo. Ele foi sucedido por Lakhdar Brahimi, que também não tem conseguido avanços.

Obama insistiu que os Estados Unidos não descartam nenhuma opção para lidar com o caso sírio, já que o país investiga se o governo do presidente Bashar Assad usou armas químicas durante os confrontos. No entanto, o presidente, que passou grande parte de seu primeiro mandato tentando encerrar as guerras no Iraque e no Afeganistão, deixou claro que não estava disposto a enviar tropas para a Síria. E acrescentou que os líderes da região concordam com ele.

Sua administração tem sido criticada em Washington por manter uma abordagem confusa em relação ao conflito sírio. Ele se defende dizendo que os Estados Unidos não estão inertes. “Nós não estamos esperando. Estamos trabalhando para aplicar todos os pontos de pressão que podemos sobre a Síria.”

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“Se, de fato, houver um tipo de uso sistemático de armas químicas no interior da Síria, esperamos que vamos conseguir uma prova adicional e, a partir desse ponto, com certeza vamos apresentar isso para a comunidade internacional”, acrescentou.

Quaisquer medidas adicionais tomadas pelos Estados Unidos, segundo ele, serão baseadas em “fatos verificados na Síria e de acordo com os interesses do povo americano e da segurança nacional dos Estados Unidos”.

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“Eu vou tomar tais decisões com base na melhor evidência e após consultas cautelosas, porque quando nós apressamos as coisas, quando nós saltamos antes de olharmos, não só se paga um preço, mas muitas vezes vemos consequências não intencionais. Portanto, é importante que o façamos as coisas corretamente”, defendeu.

A revolta popular contra o regime de Assad começou há dois anos e se transformou em uma guerra civil, que já deixou mais de 70.000 mortos.

(Com agência Reuters)