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Obama: história julgará a invasão do Iraque

Presidente americano afirmou que tropas sairão do país de 'cabeça erguida'

“A história julgará” a decisão do ex-presidente George W. Bush de invadir o Iraque. Apesar dessa declaração, o presidente Barack Obama afirmou nesta segunda-feira que as tropas americanas saem do conflito com honra e de cabeça erguida. A retirada, conforme o cronograma da Casa Branca, será concluída até o final de dezembro.

“Depois de quase nove anos, nossa guerra no Iraque termina este mês”, disse Obama depois de receber na Casa Branca o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki. “Nos próximos dias, os últimos soldados americanos cruzarão a fronteira do Iraque.. Estamos aqui para marcar o fim desta guerra, para honrar os sacrifícios de todos aqueles que tornaram possível este dia e para virar a página”, afirmou o presidente americano, acrescentando que é tempo de “começar um novo capítulo na história dos dois países”.

Parceria – Apesar da retirada das tropas, Obama ressaltou que os Estados Unidos vão manter a proximidade com o Iraque nos próximos anos. Os dois países, disse Obama, terão “uma relação normal entre países soberanos. Uma associação igualitária baseada em interesses mútuos e respeito mútuo”. “Ao encerrar esta guerra e quando o Iraque enfrentar o futuro, o povo iraquiano deve saber que não estará sozinho. Terá um parceiro forte e duradouro nos Estados Unidos da América”, prometeu o presidente.

A nova parceria pode incluir a venda de caças dos EUA ao Iraque, de acordo com o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional americano, Tommy Vietor, . “Hoje (segunda-feira) o governo informou ao Congresso de sua intenção de vender ao Iraque uma segunda entrega de 18 F-16s”, disse Vietor. O assunto deverá ser abordano nesta terça-feira em uma reunião do primeiro-ministro Maliki com a secretária de Estado, Hillary Clinton, e congressistas americanos. Na pauta do encontro há ainda temas como energia, educação e justiça.

Contigente – Atualmente, ainda permanecem no Iraque 6.000 militares e funcionários do Departamento da Defesa americano, distribuídos em quatro bases militares – já foram 170.000 soldados, divididos em 550 bases, entre 2007 e 2008. Antes de 31 de dezembro, eles serão substituídos por 900.000 integrantes das forças de segurança iraquianas, considerados suficientes para garantir a ordem interna, mas ainda não para defender as fronteiras, o espaço aéreo e as águas territoriais. Os Estados Unidos deixarão no país 157 militares e 763 civis em sua embaixada em Bagdá.

Lançada pelo governo de seu antecessor, o republicano George W. Bush, sem autorização prévia das Nações Unidas, a invasão de março de 2003 depôs o regime de Sadam Hussein, alegando que o ditador possuía um “arsenal de armas de destruição em massa”, que nunca foi encontrado. Hussein foi enforcado em dezembro de 2006.

(Com agência France-Presse)