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Obama e Cameron: Kadafi é o passado

Presidente americano e primeiro-ministro britânico publicam artigo em que declaram apoio a todos os que aspiram à liberdade no mundo árabe

Por Da Redação 24 Maio 2011, 05h37

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, assinam artigo publicado nesta terça-feira no jornal britânico The Times em que declaram apoio a todos no mundo árabe que aspiram à liberdade. “A democracia e o respeito aos direitos humanos são bons para os cidadãos dessa região e parte essencial do antídoto à instabilidade e ao extremismo que ameaçam nossa segurança”, escrevem.

“Não ficaremos de braços cruzados enquanto suas aspirações se veem esmagadas por uma chuva de bombas, de balas e de fogo de morteiro”, diz o artigo. “Somos contrários ao emprego da força, mas, quando atingem nossos interesses e valores, sabemos que temos a responsabilidade de agir”.

Os dois políticos afirmam que seus esforços comuns contra a Al Qaeda e a missão conjunta na Líbia “são essenciais para o tipo de mundo que queremos construir”. “A ideologia de Bin Laden não pegou. O regime de Kadafi representa o passado dessa região. Propomos algo diferente”, escrevem Obama e Cameron. De acordo com o texto, as perspectivas de democracia e direitos universais no mundo árabe os levam a confiar em uma aliança baseada “não só em interesses, mas em valores comuns.”

Carga – Sobre a operação militar na Líbia, que já dura mais de dois meses, os dois líderes dizem ter golpeado a máquina de guerra do ditador Muamar Kadafi e assim impedido uma catástrofe. No entanto, dizem que as ações na Líbia são uma carga que os dois países não podem bancar sozinhos. Afirmam apoio ao Conselho Nacional de Transição, da oposição ao ditador, e a uma transição democrática. O artigo vem a público no mesmo dia em que forças da Otan realizam o mais intenso ataque contra alvos de Kadafi na capital Trípoli.

Obama está em Londres, como parte de sua visita de seis dias à Europa, que começou na segunda-feira na Irlanda. No topo da agenda, como indica o artigo publicado hoje, estão o Oriente Médio e a “primavera árabe”. Depois de Irlanda e Grã-Bretanha, o presidente americano vai à França, para o encontro do G-8, o grupo de países mais industrializados do mundo mais a Rússia, e à Polônia, onde encerra o giro pela Europa.

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