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Obama diz que Kadafi deve entregar o poder imediatamente

Declarações foram feitas em conversa telefônica com a chanceler alemã Angela Merkel

Por Da Redação - 26 fev 2011, 19h36

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que o ditador líbio Muamar Kadafi deve deixar o poder e sair do país imediatamente. De acordo com um comunicado da Casa Branca, as declarações foram feitas durante uma conversa telefônica com a chanceler alemã, Angela Merkel, em que os dois líderes discutiram os conflitos na Líbia.

Obama e Merkel reafirmaram o apoio aos direitos do povo líbio e concordaram que o regime de Kadafi deve ser responsabilizado pelo atual massacre. Para o presidente americano, um governante que usa a violência como forma de se manter no poder já perdeu a legitimidade e, por isso, “precisa fazer o que é certo para o seu país e renunciar”.

Esta foi a primeira vez que o presidente americano falou para Kadafi deixar o poder. Até então, os Estados Unidos vinham apenas condenando a repressão violenta dos protestos na Líbia.

No mesmo dia, membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniram para discutir a situação no país árabe. Os diplomatas não se entenderam sobre a proposta de submeter os atos de Kadafi ao Tribunal Criminal Internacional, embora tenha havido um amplo apoio a um projeto de sanções para punir o ditador.

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Além da ação por meio da ONU, diversos países tomaram medidas diretas contra a Líbia. Canadá, França, Reino Unido, República Tcheca e Eslováquia anunciaram neste sábado o fechamento de suas embaixadas em Trípoli e a retirada dos seus cidadãos do território.

As Nações Unidas estimam que os confrontos entre seguidores do governo líbio e oposicionistas tenham deixado mais de 1.000 mortos. Outras 38 mil pessoas que viviam no país fugiram através da fronteira com a Tunísia, na última semana.

(Com agências France-Presse e Estado)

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