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Obama discute com Merkel e Cameron novas sanções contra Rússia

Líderes 'concordaram em continuar com esforços diplomáticos, mas consideram que medidas adicionais podem ser necessárias', diz Casa Branca

Barack Obama conversou com vários líderes nesta sexta-feira para discutir a derrubada do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia, aumentar o apoio a uma investigação internacional no local da queda e estabelecer as bases para possíveis novas sanções contra a Rússia. O presidente americano telefonou para a chanceler alemã Angela Merkel e para o premiê britânico David Cameron. Falou também com o premiê da Austrália Tony Abbott, informou a Casa Branca, afirmando que todos concordaram com a necessidade de uma investigação internacional de credibilidade.

Sobre novas sanções contra Moscou, a Casa Branca declarou que o presidente americano e Merkel “reafirmaram sua determinação em permanecer em contato enquanto consideram quais ações adicionais podem ser necessárias”. “Ao mesmo tempo em que concordaram em continuar com os esforços para encontrar uma solução diplomática para a crise atual, eles reafirmaram sua determinação de permanecer em contato próximo, pois consideram que podem ser necessárias ações adicionais”, relatou a Casa Branca sobre a conversa com a chanceler.

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Os dois também concordaram que o governo russo deve negar aos separatistas o acesso a armas. “Eles enfatizaram que a Rússia tem uma responsabilidade clara de impedir que os separatistas no leste da Ucrânia continuem a ter acesso a armas pesadas e outras formas de apoio de dentro da Rússia”.

Em um telefonema separado, Obama e Cameron “reiteraram a necessidade de novas medidas” se a Rússia continuar falhando em agir para diminuir as tensões na Ucrânia.

Os governos dos países europeus, que já haviam decidido ampliar as punições para uma nova categoria de pessoas e companhias russas, ficaram ainda mais dispostos a dar este passo. O desastre intensificou a vontade de agir rapidamente e sancionar oligarcas que tenham laços com o Kremlin, segundo o Wall Street Journal. Em Bruxelas, alguns diplomatas descreram a tragédia como um divisor de águas. Obama considerou que ela foi um “sinal de alerta para a Europa”. (Continue lendo o texto)

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Em pronunciamento nesta sexta, o presidente americano evitou culpar diretamente a Rússia pela derrubada do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que provocou a morte de quase 300 pessoas, mas afirmou que o míssil que abateu a aeronave foi disparado a partir do território controlado por separatistas pró-Moscou no leste ucraniano.

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Samantha Power, foi mais longe em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, ao apresentar detalhes técnicos sobre a arma que foi possivelmente usada para derrubar a aeronave e enfatizar que seria impossível aos rebeldes operá-la sem apoio profissional. “Devido à complexidade técnica do SA-11, é pouco provável que os separatistas pudessem operá-lo [sem ajuda]. Não podemos descartar um auxílio técnico dos russos”, afirmou a embaixadora, pedindo uma investigação.

O primeiro grupo de investigadores internacionais a tentar chegar ao local da queda encontrou resistência de grupos separatistas. A Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) enviou uma delegação de trinta monitores para levantar informações sobre o caso. No entanto, apenas dezessete investigadores puderam avançar, e mesmo assim, eles não tiveram acesso total à área.

(Com agência Reuters)

Local da queda do avião na Ucrânia