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Obama condena ‘líderes que normalizam sentimentos racistas’

Ex-presidente americano prestou solidariedade às vítimas dos massacres em Ohio e no Texas e, sem citar nomes, criticou discursos de ódio

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama se pronunciou nesta segunda-feira, 5, sobre os atentados cometidos por atiradores nos estados de Ohio e Texas no final de semana e fez um pedido para que os americanos rejeitem discursos de ódio e preconceito vindos de qualquer um de seus líderes.

“Nós deveríamos rejeitar abertamente as palavras vindas das bocas de qualquer um de nossos líderes que alimentem um clima de medo, ódio, ou que normalizem sentimentos racistas”, disse Obama em uma nota postada no Twitter.

Os atentados em El Paso, no Texas, e em Dayton, Ohio, mataram ao todo 31 pessoas. Um homem branco de 21 anos de idade foi acusado de homicídio no caso de sábado no Texas. A polícia em El Paso mencionou um manifesto racista e anti-imigrantes publicado online pouco antes do atentado e que é atribuído ao suspeito.

Obama não citou nenhum líder nominalmente, mas diversos políticos democratas consideram que o presidente Donald Trump é responsável indireto pelo ataque no Texas. Eles apontam conexões entre sua retórica e o ressurgimento de nacionalismo e de sentimentos xenófobos.

Na segunda-feira, Trump propôs um monitoramento mais rígido da internet, uma reforma de saúde mental e um uso mais amplo da pena de morte em resposta aos atentados cometidos por atiradores. Em um pronunciamento à nação, transmitido pela TV direto da Casa Branca, Trump, que vai a El Paso na quarta-feira, descreveu o tiroteio como um “crime contra toda a humanidade”, e ofereceu suas condolências ao México pelos mortos no Texas.

“Nossa nação deve condenar o racismo, o fanatismo e a supremacia branca”, enfatizou. Durante o discurso, ele não respondeu às críticas de seus adversários.