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Obama condena atentados na Uganda; mais de 70 mortos

Por Da Redação - 12 Jul 2010, 09h21

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou os atentados de Uganda, que deixaram mais de 70 mortos na noite de domingo, entre eles um cidadão americano. Obama classificou os ataques como “deploráveis e covardes”, e disse que Washington está pronto para ajudar o país africano a caçar os responsáveis, informou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Mike Hammer.

O duplo atentado – o mais mortífero já cometido na África Oriental desde os ataques contra as embaixadas americanas de Nairóbi e Dar es Salaam que mataram mais de 200 pessoas em 1998 – ocorreu em um restaurante e em um clube esportivo que exibiam a final do Mundial da África do Sul, na capital Campala. “Só queríamos ver a partida, e infelizmente fomos para a área etíope”, declarou no hospital Chris Sledge, um jovem de 18 anos, que está entre os 65 feridos.

O porta-voz do grupo islâmico al-Shabbab assumiu a autoria dos atentados. O chefe da polícia, Kale Kayihura, já havia vinculado os ataques às ameaças feitas recentemente pelos rebeldes contra Uganda e Burundi, dois países que enviaram um total de 6.000 soldados para a força de paz da União Africana na Somália (AMISOM). Os shabbab, que controlam a maior parte da Somália e teriam ligação com a Al Qaeda, consideram que se trata de uma força de ocupação. A AMISOM foi posicionada em março de 2007 e atualmente sua principal missão consiste em proteger o frágil governo provisório que dirige o país desde janeiro de 2009.

Terrorismo – “Como sabem, houve declarações por parte dos shabbab e da Al Qaeda. O terrorismo é uma ameaça nos dias de hoje. Vocês conhecem a região em que estamos e nosso compromisso na Somália”, declarou Kayihura, na noite de domingo. “Evidentemente, trata-se de terrorismo”, acrescentou. A União Africana (UA) também classificou o ocorrido de “ato terrorista que deve ser condenado nos termos mais fortes”. E o presidente somali, Sharif Sheij Ahmed, afirmou que foi um “ato vil e diabólico”.

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Os shabbab ameaçaram recentemente com represálias contra a Uganda e Burundi por sua participação na força da UA na Somália. Apesar de durante os últimos anos esses islamitas afiliados à Al Qaeda multiplicarem os atentados contra a AMISOM, nunca os haviam cometido até agora fora do território somali. Em 5 de julho, o chefe dos shebab, Ahmed Abdi Godane, pediu aos somalis que se unam para expulsar a AMISOM do país.

(Com agência France-Presse)

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