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Obama, Bush e Clinton se oferecem para promover campanha de vacinação

Falas de ex-presidentes acontecem em momento que país bateu próprio recorde diário de mortes e hospitalizações por Covid-19

Por Da Redação 3 dez 2020, 13h01

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama disse nesta quinta-feira, 3, que poderá tomar a vacina contra a Covid-19, uma vez aprovada pela FDA, a agência reguladora do país, com o objetivo de incentivar a imunização da população. Bill Clinton e George W. Bush também manifestaram a intenção de tomar a vacina publicamente.

“Eu vou tomar, e talvez tome na TV ou filme a injeção para mostrar às pessoas que eu confio na ciência”, disse Obama durante uma entrevista à rádio SiriusXM.

Segundo a emissora CNN, Bush entrou em contato com Anthony Fauci, principal infectologista da Casa Branca, e Deborah Birx, coordenadora da resposta do governo ao coronavírus, perguntando sobre como poderia ajudar a campanha de vacinação.

“Algumas semanas atrás, o ex-presidente Bush me pediu para deixar o Dr. Fauci e a Dr. Birx cientes de que, quando for a hora, ele quer fazer o que puder para encorajar os cidadãos a se vacinarem”, disse Freddy Ford, chefe de gabinete de Bush à CNN. “Primeiro, as vacinas devem ser seguras e a população vulnerável deve ser imunizada. Então, Bush se colocará à disposição, inclusive em frente às câmeras”, afirmou.

A assessoria de imprensa de Clinton, também segundo a CNN, confirmou que o ex-presidente democrata também quer tomar a vacina publicamente. “Certamente o presidente Clinton tomará a vacina assim que ela estiver disponível para ele. E ele fará isso em um ambiente público se ajudar a incentivar todos os americanos a fazerem o mesmo”.

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Nos Estados Unidos, Pfizer/BioNTech e Moderna estão aguardando a autorização da FDA para começarem a produzir suas vacinas contra a Covid-19. A reunião que pode dar o aval às farmacêuticas é prevista para começar no dia 10 de dezembro. Caso os imunizantes sejam autorizados, as duas vacinas podem estar disponíveis ainda este mês.

As falas acontecem em um momento que o país bateu seu próprio recorde diário de mortes e hospitalizações por Covid-19.  Pela primeira vez desde o início da pandemia, o número de pacientes internados ultrapassou 100.000 na terça-feira 2. Ao todo, 2.760 morreram nas últimas 24 horas.

“Existem atualmente 100.226 pessoas com Covid-19 e hospitalizadas nos Estados Unidos, é a primeira vez que as hospitalizações ultrapassam 100.000”, revelou o Covid Tracking Project pelo Twitter.

Foram registrados 195.121 casos de infecção pelo vírus nas últimas 24 horas. Só na Califórnia, mais de 20.000 novos diagnósticos foram registrados nesta quarta-feira, tornando-o o estado do país com o maior registro em um dia desde o início da pandemia.

As autoridades norte-americanas temem que a situação piore, já que milhões de pessoas se deslocaram pelo país para o Dia de Ação de Graças. Espera-se também um aumento das infecções após as celebrações de Natal e Ano Novo.

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