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Obama anuncia Ashton Carter para chefiar o Pentágono

Indicado disse que aceitou o cargo devido à “seriedade” do momento vivido pelos Estados Unidos. Nomeação ainda depende de aval do Senado

Por Da Redação - 5 dez 2014, 13h41

O presidente americano Barack Obama confirmou nesta sexta-feira o nome de Ashton Carter para chefiar a secretaria de Defesa dos Estados Unidos. Carter substituirá Chuck Hagel, que renunciou na semana passada diante da pressão representada pelo avanço do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Oriente Médio. O novo indicado para comandar o Pentágono foi vice-secretário de Defesa até dezembro do ano passado. Seu nome ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

“Ash é uma das principais lideranças no campo da segurança nacional do nosso país. Não é exagero dizer que muitos americanos estão vivos devido a seus esforços”, disse Obama, ao apresentar Carter. O indicado disse ter aceitado devido à “seriedade” do momento vivido pelos Estados Unidos. Integrantes do governo disseram na última semana que a decisão de retirar Hagel da chefia do Pentágono configurava uma admissão de que o combate ao EI requer uma bagagem diferente da apresentada pelo ex-secretário.

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Carter é conhecido nos Estados Unidos por sua determinação política, mas analistas e congressistas ainda estão céticos com relação à forma com que ele se comportará frente a um departamento cuja confiança foi destroçada durante a administração Obama. Além do desafio de repelir o avanço do EI, o novo chefe do Pentágono terá responder à altura as ameaças russas na Ucrânia. Mesmo com as sanções impostas pelos Estados Unidos e União Europeia, o governo de Vladimir Putin segue fornecendo apoio militar para os rebeldes que combatem Kiev no leste ucraniano. Declarações belicistas feitas por Putin têm contribuído para aumentar a tensão nas relações entre os países.

Aos 60 anos, Carter se formou como físico e tem vasta experiência no Pentágono. Em 1993, o presidente Bill Clinton o indicou para o cargo de secretário de Defesa assistente, cuja função era administrar a política de armamentos nucleares e as relações militares com a antiga União Soviética. Em 2009, Carter assumiu o cargo de subsecretário de Defesa para supervisionar o desenvolvimento de equipamentos militares, incluindo jatos F-35 da Aeronáutica. Ele foi promovido a vice-secretário de Defesa dois anos mais tarde.

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Se aprovado pelo Senado, Carter será o quarto indicado de Obama para chefiar o Pentágono. Na visão de especialistas, o seu maior desafio será traçar uma estratégia diferente e eficaz para os Estados Unidos vencerem a guerra contra os terroristas do EI. “Se as pessoas estavam pensando em uma mudança dramática de postura na atual política de defesa, então não será isso que veremos com Carter. Mas até que ponto seria possível mudar nos dois anos remanescentes da atual administração?”, afirmou ao Wall Street Journal Todd Harrison, um analista de defesa americano. É possível, contudo, que Carter traga inovações consistentes na hora de trabalhar com sua maior especialidade: armas nucleares. Neste sentido, os Estados Unidos poderiam adquirir um posicionamento mais firme na hora de tratar diplomaticamente com Irã e Coreia do Norte.

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