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Obama alerta para risco de instabilidade no Iraque contaminar vizinhos

"Teremos de ficar em alerta", diz presidente americano, referindo-se a ação de jihadistas sunitas que tomou controle de cidades do país do Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste domingo que a ação dos jihadistas sunitas que ameaça a união do Iraque pode se estender a outros países da região, como Jordânia. “Vamos ter de ficar em alerta geral”, disse Obama, em entrevista à rede de televisão CBS. Nas últimas semanas, os insusgentes radicais do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) tomou o controle de cidades nas províncias ocidentais do país do Oriente Médio em ações armadas. Só neste domingo, o EIIL tomou mais três cidades de Anbar.

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“Acho que a ideologia extremista levanta uma ameaça de médio e longo prazo”, disse Obama, que assinalou que a solução não é enviar tropas americanas cada vez que emerge um destes grupos radicais. “Vamos precisar de uma estratégia mais focada, teremos de estabelecer alianças e treinar os policiais e militares locais para que façam seu trabalho.”

Obama, que liderou a retirada das tropas americanas do Iraque em 2011, anunciou esta semana que enviará cerca de 300 assessores militares americanos ao país árabe para ajudar na luta contra os radicais islâmicos. Os assessores determinarão “o estado e a coesão” das Forças de Segurança iraquianas, que viram 90.000 soldados abandonarem suas fileiras neste mês por causa da ofensiva no norte do país de EIIL. Os insurgentes tomaram o controle de Mossul, a segunda maior cidade do país, em uma operação que forçou o deslocamento de 500.000 iraquianos. Na ocasião, o EEIL teria confiscado centenas de milhões de dólares depositados na sede local do banco central iraquiano.

O governo de Obama afirmou que não favorecerá nenhuma facção dentro do Iraque e instou ao cada vez mais impopular primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, a formar um governo de união nacional. Maliki é o líder da maioria xiita, que representa algo entre 60% e 65% da população do país, frente a 32% a 37% de sunitas, divididos entre árabes e curdos. O presidente, que deverá criar um governo de coalizão após as eleições legislativas realizadas em 30 de abril e ratificadas neste mês nas quais o partido obteve um terço do Parlamento, foi acusado de negar aos árabes sunitas uma representação significativa e de governar em favor dos interesses da maioria xiita.

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(Com agência EFE)