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Obama alerta Assad sobre o uso de armas químicas

Relatórios internos dos Estados Unidos indicam que o regime do ditador sírio pretende fabricar gás sarin para usar contra os grupos rebeldes em Damasco

Por Da Redação 4 dez 2012, 01h43

‘Eu quero deixar bem claro para Assad e para aqueles sob seu comando: o mundo está observando’, Barack Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, alertou o ditador sírio Bashar Assad que não vai tolerar o uso de armas químicas contra a população do país árabe. Nos últimos dias, agências de inteligência americanas levantaram a possibilidade de Assad apelar para o armamento químico como “último recurso” diante do avanço dos rebeldes em Damasco.

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“Eu quero deixar bem claro para Assad e para aqueles sob seu comando: o mundo está observando”, avisou Obama durante discurso em Washington. “O uso de armas químicas é totalmente inaceitável. E se você cometer o trágico erro de utilizar essas armas, haverá consequências e você será responsabilizado.” Em uma coletiva na Casa Branca em agosto, o presidente americano já havia afirmado que responderia a um eventual ataque químico de Assad com uma ação militar na Síria.

Antes da declaração de Obama, a secretária de Estado Hillary Clinton informou que os EUA planejam “tomar uma atitude” caso surjam evidências concretas das intenções de Assad de usar esse tipo de recurso contra a população.

As crescentes suspeitas nos EUA provocaram uma reação imediata da ditadura síria. De acordo com a televisão estatal do país, o ministro do Exterior negou que o governo tenha qualquer plano de usar armas químicas.

Sarin – Os relatórios internos americanos, no entanto, indicam outra realidade. Segundo um alto funcionário, citado pela agência EFE, o regime de Bashar Assad já mistura os componentes necessários para a fabricação do gás sarin e pretende usar o agente como arma contra os rebeldes. Utilizado no ataque que matou 13 pessoas no metrô de Tóquio em 1995, o sarin afeta o sistema nervoso provocando convulsões, insuficiência respiratória e, dependendo da exposição da vítima ao gás, a morte.

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