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Obama admite ansiedade dos eleitores por evolução da economia

Por Da Redação 7 jun 2012, 00h19

Washington, 6 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, admitiu nesta quarta-feira que existe ansiedade por parte dos eleitores para saber se ele poderá cumprir a promessa de construir uma economia ‘feita para durar’, mas pediu ajuda para emplacar um segundo mandato em novembro e concluir essa missão.

‘O ano de 2012 será ainda mais importante que o de 2008 (quando ganhou a Presidência) porque, apesar de todo o trabalho extraordinário que pudemos fazer nos últimos três anos e meio, ainda não estamos onde deveríamos estar. Temos de terminar o que começamos’, disse Obama durante um ato de campanha em São Francisco (Califórnia).

O presidente dos EUA considerou que o país avança mais quando se trabalha em conjunto, avaliando que ‘ainda há muita gente que luta’, mas persiste a ‘frustração, o medo e a ansiedade sobre o futuro’.

‘Acho que é justo dizer que, seja na Virgínia, em Iowa, na Carolina do Norte ou na Califórnia, em todo o país há muita gente que ainda se pergunta se poderemos cumprir plenamente essa promessa de um país que prospera e tem uma economia feita para durar’, reconheceu o líder.

Mas, nesse sentido, Obama reiterou sua queixa de que ‘o outro lado’ não oferece novas ideias para promover a recuperação econômica, limitando-se a investir milionárias somas para atacar seus planos.

Obama assinalou que os EUA passaram de superávit para um déficit galopante ‘devido a cortes tributários para gente que não precisava’, além de ter entrado em duas guerras financiadas ‘com cartão de crédito’.

O líder se referia ao debate entre democratas e republicanos sobre uma prorrogação para vários cortes de impostos, incluindo os promulgados durante a administração de George W. Bush, que vencem no final de dezembro.

Os republicanos, entre eles o seu virtual candidato à Presidência, Mitt Romney, exigem a prorrogação, mas Obama e seus aliados democratas se opõem.

‘O que oferecem eles? Oferecem não só os cortes de impostos de Bush, mas também cortes tributários adicionais no valor de US$ 5 trilhões para gente que às vezes não precisa deles’, assinalou Obama, ao advertir que esses medidas aumentariam o déficit. EFE

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