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O que esperar de Bolsonaro e Biden na Assembleia Geral da ONU hoje

Discursos dos presidentes geram expectativa no primeiro dia de Assembleia

Por Eduarda Gomes Atualizado em 21 set 2021, 11h07 - Publicado em 21 set 2021, 07h14

A 76ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta terça-feira (21) com forte apelo ao combate às mudanças climáticas e à pandemia.

Após abertura promovida pelo presidente da ONU, António Guterres, o presidente Jair Bolsonaro é o primeiro líder a discursar.

A tradição que estabelece o Brasil como responsável pela abertura foi estabelecida ainda nos primórdios da entidade, em 1947.

Ao que tudo indica, Bolsonaro fará um discurso de vinte minutos e falará sobre meio ambiente, os avanços do agronegócio do país e questões relacionadas à pandemia.

Curiosamente, Bolsonaro chegou os Estados Unidos sem estar vacinado, quebrando o protocolo da cidade de Nova York.

Possivelmente, ele mencionará o auxílio emergencial e a posição do Brasil no ranking dos países que mais vacinaram a população até o momento.

O marco temporal, que modifica a demarcação das terras indígenas também deve entrar no discurso, assim como a situação da migração no país, fazendo menção à Venezuela.

O segundo líder a se manifestar é o Presidente americano, Joe Biden, fazendo sua estreia na ONU desde que tomou posse.

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Um funcionário do alto escalão do governo americano disse à agência Reuters que Biden pretende usar seu tempo para afirmar que o fim do engajamento militar no Afeganistão abrirá um novo capítulo da “diplomacia intensiva”.

A assembleia ocorre menos de um mês após a retirada completa das tropas.

A relação dos Estados Unidos com a França também chama atenção neste momento. Isso porque o acordo entre americanos e a Austrália para a construção de um submarino militar pôs em risco um contrato semelhante que a França mantinha com os australianos.

Autoridades francesas disseram que as ações de Biden foram uma traição e se pareciam mais com as de seu antecessor, Donald Trump.

A principal diferença para o encontro deste ano é o formato híbrido adotado, diferente do ano passado, que foi feito a distância por causa da pandemia.

Os líderes mundiais puderam escolher entre ir ao evento, enviar uma mensagem gravada em vídeo ou mandar um subordinado em seu lugar.

Entre os que enviarão funcionários do governo estão os presidentes Xi Jinping, da China, e Vladimir Putin, da Rússia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, que ia mandar um vídeo para a Assembleia, desistiu da aparição gravada  e mandará o ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves LeDrian, para discursar em seu lugar.

É possível que a mudança tenha acontecido devido ao desentendimento com o governo Biden na semana passada.

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