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O chocante número de atos antissemitas na Alemanha em 2021

Em paralelo à divulgação do relatório, o tribunal alemão prendeu um homem de 101 anos acusado de trabalhar em campo de concentração nazista

Por Duda Gomes Atualizado em 28 jun 2022, 20h27 - Publicado em 28 jun 2022, 15h34

O Departamento de Pesquisa e Informação sobre Antissemitismo (RIAS) documentou mais de 2.783 incidentes – criminais e não criminais – na Alemanha, no ano passado, incluindo 63 ataques e seis casos de violência extrema, de acordo com relatório do grupo divulgado nesta terça-feira, 28.

O documento informou que a pandemia de coronavírus, com suas narrativas de conspiração antijudaicas, e o conflito no Oriente Médio com críticas antissemitas a Israel foram os principais impulsionadores dos casos. Surpreendentemente, extremistas de direita foram responsáveis ​​por só 17% dos incidentes.

O comissário do governo alemão para combater o antissemitismo, Felix Klein, chamou o número de casos – mais de sete por dia – assustador, mas também disse que “ao mesmo tempo, cada um dos incidentes relatados também é um passo para reduzir os números sombrios”.

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No mesmo dia em que o relatório foi divulgado, um homem de 101 anos foi condenado na Alemanha por mais de 3.500 acusações de cúmplice de assassinato, por trabalhar no campo de concentração nazista de Sachsenhausen, durante a II Guerra Mundial. Entre 1936 e 1945, mais de 200.000 presos estiveram no local.

O homem, que foi identificado pela mídia local como Josef S, foi acusado a cinco anos de prisão. Ele negou trabalhar como guarda no campo, e disse que havia trabalhado como lavrador perto de Pasewalk, no nordeste da Alemanha, durante o período em questão. O tribunal provou que ele havia sim trabalhado em Sachsenhausen.

“O tribunal chegou à conclusão de que, ao contrário do que você alega, você trabalhou no campo de concentração como guarda por cerca de três anos”, disse o juiz presidente Udo Lechtermann.

“Você apoiou voluntariamente esse extermínio em massa com sua atividade e assistiu pessoas deportadas sendo cruelmente torturadas e assassinadas lá todos os dias por três anos”, acrescentou.

Efraim Zuroff, o principal “caçador de nazistas” do escritório do Simon Wiesenthal Center em Jerusalém, disse à Associated Press que a sentença “envia uma mensagem de que se você cometer tais crimes, mesmo décadas depois, poderá ser levado à Justiça”.

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