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NY intima dioceses do estado a fornecer informações sobre abusos sexuais

Paróquias devem ser obrigadas a entregar documentos e prover informações internas sobre casos

A Procuradoria Geral de Nova York convocou todas as dioceses do estado a testemunhar e entregar documentos e outras provas relacionadas a casos de abuso sexual cometidos por membros da Igreja Católica, informou nesta quinta-feira (6) a agência de notícias Associated Press.

A procuradora Barbara Underwood investiga atualmente como membros da Igreja “potencialmente encobriram alegações de extensivos abusos sexuais em Nova York”, segundo informou em seu Twitter.

A procuradora utilizou o recurso conhecido como “subpoena” para intimar as oito dioceses do estado a colaborar com a investigação.

Fontes próximas ao caso dizem que Underwood deve solicitar a entrega de documentos relacionados às acusações ou pedir aos membros da Igreja que forneçam informações sobre pagamentos feitos às vítimas para silenciá-las e outras descobertas internas.

A Procuradoria também anunciou a criação de uma linha telefônica especial e de um formulário online para que as vítimas possam denunciar seus abusadores.

No mês passado, a Procuradoria do Estado da Pensilvânia publicou um relatório no qual denunciava que bispos e outros líderes da Igreja Católica local encobriram abusos sexuais a mais de 1.000 pessoas cometidos por centenas de padres durante um período de quase setenta anos.

A revelação despertou um interesse nacional por novas investigações sobre casos similares em outros estados.

Vítimas de abusos e grupos de apoio pressionam há anos o governo americano a realizar uma investigação nacional sobre abusos dentro da Igreja Católica, assim como foi feito na Austrália. O país da Oceania criou uma comissão especial que passou quatro anos examinando acusações e casos de pedofilia em instituições religiosas e cívicas.

Os casos no país e no Chile reacenderam o debate sobre abusos sexuais na Igreja. Na nação sul-americana, 167 membros da Igreja Católica são investigados como autores ou cúmplices de abusos contra menores e adultos que se estenderam por quase seis décadas.