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Nuvem de gafanhotos estaciona no norte da Argentina

Condições climáticas impedem avanço para o Brasil, diz Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar argentino

Por Da Redação - Atualizado em 26 jun 2020, 13h29 - Publicado em 26 jun 2020, 12h42

A nuvem de gafanhotos que atingiu o norte da Argentina e ameaça cruzar a fronteira com o Brasil estacionou na região da cidade de Sauce, na província de Corrientes. Acostumados com o clima seco e quente, os animais não migraram para o norte devido às condições climáticas. As baixas temperaturas registradas no sul do país nesta sexta-feira – em virtude de uma frente fria – e a direção do vento, que aponta para o Uruguai, tornam a entrada dos gafanhotos em território brasileiro pouco provável.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina informou, pelo Twitter, que a nuvem não se movimentou por grandes distâncias.

Essa semana, os insetos devoraram plantações de milho e mandioca na Argentina e causaram furor nas redes sociais. O governo federal declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e monitora a nuvem para tomar medidas que impeçam prejuízos no campo, como uso de produtos químicos pulverizados de aviões, caso a praga entre no território brasileiro.

Estima-se que a nuvem tenha 40 milhões de insetos e percorreu mais de 1.000 quilômetros, depois de surgir no Paraguai.

A nuvem de gafanhotos não afeta a saúde de pessoas ou animais, já que se alimenta apenas de material vegetal e não é vetor de nenhum tipo de doença. 

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O governo brasileiro segue monitorando a nuvem para acompanhar o deslocamento dos gafanhotos.

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