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Número de mortos na Síria aumenta para 24

Por Anwar Amro 9 dez 2011, 17h08

Forças de segurança da síria abriram fogo contra civis em várias manifestações nesta sexta-feira, matando pelo menos 24 pessoas, incluindo quatro crianças, indicou um grupo de direitos humanos.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos disse que dez civis foram mortos em Homs e um fora da cidade central, enquanto cinco morreram perto de Damasco, dois em Daraa, berço dos protestos anti-regime desde março, quatro na cidade rebelde de Hama e dois na província de Idlib no noroeste.

O Conselho Nacional Sírio alertou esta sexta para os riscos de um massacre em Homs, que, segundo ativistas, sofre o cerco das forças do governo há dois meses.

O Observatório, com sede em Londres, descreveu a cidade de Homs “como a capital dos mártires” e informou que duas crianças, de 10 e 12 anos, estavam entre as dez pessoas mortas pelas forças de segurança hoje.

Um menino de 14 anos foi fatalmente ferido nas proximidades de Aqrab, disse o relatório.

Cinco outros civis foram mortos perto de Damasco, incluindo um no ponto central dos protestos em Duma, segundo o Observatório, que acrescentou que uma mulher e uma criança morreram em Daraa enquanto quatro pessoas foram mortas em Hama e outras duas, incluindo um menino de 15 anos, em Maaret Noman, na província de Idlib.

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Ativistas pró-democracia pediram aos cidadãos que ocupem as ruas em apoio a um “ataque digno que levará ao fim súbito do regime tirano”.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse no dia 1º de dezembro que pelo menos quatro mil pessoas foram mortas na repressão do governo na Síria desde março.

O presidente Bashar al-Assad discordou desse número em uma entrevista à rede de televisão americana ABC, insistindo que 1.100 soldados e a polícia foram mortos e que muitos aliados do governo estavam entre eles.

“Quem disse que as Nações Unidas são uma instituição confiável?”, perguntou Assad.

O chefe da ONU, Ban Ki-moon, respondeu nesta sexta-feira às críticas de Assad, insistindo que a imagem de quatro mil pessoas mortas era muito crível.

“Toda a informação confiável é de que mais de quatro mil pessoas foram mortas pelas forças do governo”, declarou Ban durante uma viagem ao Quênia.

“A alta comissária dos direitos humanos já tornou isso claro através de várias fontes, fontes muito confiáveis”, acrescentou.

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