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Número de mortos em naufrágio de cruzeiro na Itália sobe para cinco

Por Da Redação 15 jan 2012, 14h49

Juan Lara.

Roma, 15 jan (EFE).- Três pessoas, dois passageiros e um membro da tripulação do navio ‘Costa Concordia’, que naufragou próximo à ilha de Giglio na noite de sexta-feira, foram resgatados com vida neste domingo do interior da embarcação, e dois idosos foram encontrados mortos dentro de uma cabine, o que aumenta o número de vítimas fatais para cinco.

Quase dois dias depois do naufrágio do maior cruzeiro italiano, mais de cem bombeiros e dezenas de mergulhadores seguem trabalhando contra o tempo para tentar localizar as 15 pessoas que ainda permanecem desaparecidas.

Entre elas, encontram-se o espanhol Guillermo Gual, de 68 anos, e a tripulante Erika Soria, de 26.

Neste domingo, o casal sul-coreano Hye Jim Jeong e Kideok Han, ambos de 29 anos, foram retirados com vida do interior de uma cabine, no oitavo andar da embarcação.

O cruzeiro partiu de Civitavecchia, a 70 quilômetros ao norte de Roma, em direção a Savona, no noroeste da Itália, a primeira etapa da viagem pelo Mediterrâneo.

Poucas horas depois, o navio se chocou contra uma rocha de vinte metros em Grosseto, na costa da Toscana, o que abriu um buraco de 70 metros no casco da embarcação.

O outro sobrevivente encontrado no interior do cruzeiro é o italiano Marrico Giampetroni, comissário-chefe do ‘Costa Concordia’, que foi achado numa zona alagada do navio, que os bombeiros tiveram dificuldade em chegar.

Além da grande quantidade de água nesse andar do transatlântico, muitos materiais se soltaram na hora que a embarcação bateu nas rochas e outras partes ameaçavam cair, o que tornou o resgate perigoso.

Dois japoneses que estavam desaparecidos foram localizados em Roma. Eles se apresentaram numa delegacia de polícia e contaram que saíram de Porto Santo Stefano num ônibus em direção a Roma com outros dois compatriotas por conta própria.

À tarde, foram encontrados os corpos de dois idosos numa cabine, com os coletes salva-vidas colocados. O número de mortos até o momento na tragédia chegou a cinco, enquanto 15 pessoas seguem desaparecidas, de acordo com o governador da Toscana, Enrico Rossi.

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No navio, viajavam 4.229 pessoas, sendo 3.209 viajantes de 62 nações países diferentes, a maioria composta por italianos, franceses e alemães.

Auxiliados por cães farejadores, treinados para encontrar pessoas vivas, bombeiros e mergulhadores continuam a busca por sobreviventes no navio de 114.000 toneladas, 291 metros de comprimento, 62 metros de altura e onze andares.

A busca está sendo realizada cabine por cabine, na esperança de que alguém tenha ficado preso. Após as luzes do transatlântico apagarem, as fechaduras, que são eletrônicas, ficaram bloqueadas. Fontes dos bombeiros não descartam que alguns passageiros desaparecidos ainda estejam dentro de alguma cabine.

O comandante do navio, Francesco Schettino, de 52 anos, foi preso no sábado, acusado de homicídio culposo múltiplo e abandono do navio enquanto muitos passageiros ainda se encontravam dentro da embarcação.

Segundo seu advogado, Giulio Leporatti, a promotoria de Grosseto negou sua libertação por medo de que ele possa fugir da Itália.

De acordo com a investigação, o comandante abandonou a embarcação por volta das 23h30 (hora local), quando parte dos passageiros ainda precisavam ser retirados do cruzeiro. As últimas pessoas que estavam no navio deixaram a embarcação entre 2h30 e 3h.

Ciro Ambrosi, primeiro oficial da ponte de comando, também está sendo investigado.

Segundo o promotor de Grosseto, Francesco Verusio, o comandante se aproximou demais da ilha de Giglio, fez uma manobra errada e o lado esquerdo do navio se chocou contra as rochas.

Verusio disse neste domingo que o barco estava a apenas 150 metros da margem, ‘uma distância incrivelmente próxima’. Schettino, por sua parte, assegura que as pedras não estavam nos mapas no interior da cabine de comando.

A caixa-preta do navio, encontrada no sábado, está sendo analisada. Segundo Verusio, o alarme sobre o acidente só foi disparado para Guarda Litorânea cerca de uma hora depois do impacto.

Os sobreviventes do naufrágio começaram a retornar a seus países de origem hoje. Vários deles denunciaram que a tripulação não ajudou na retirada dos passageiros do navio. EFE

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