Número de mortos em atentados em Volgogrado chega a 33
Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques suicidas

O balanço total dos dois atentados executados no domingo e na segunda-feira na cidade russa de Volgogrado subiu a 33 mortos, anunciaram as autoridades locais nesta terça-feira. “Morreu em um hospital de Volgogrado uma vítima da explosão na estação ferroviária em 29 de dezembro, o que elevou o número de mortos a dezoito”, afirmou o porta-voz do ministério local de Situações de Emergência, Dmitri Ulanov.
O porta-voz informou ainda que o balanço do atentado cometido na segunda-feira contra um ônibus elétrico subiu de catorze para quinze mortos. O balanço anterior era de 31 mortos no total: dezessete na explosão de domingo na estação central de trens de Volgogrado e catorze no ataque de segunda-feira contra o ônibus. Apesar de nenhum grupo ter assumido a autoria dos atentados, as explosões acontecem meses depois das ameaças de um líder rebelde checheno de atacar alvos civis na Rússia.
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De acordo com as investigações, o ataque terrorista contra o ônibus foi cometido por um homem-bomba. “Uma investigação foi aberta para apurar o atentado terrorista”, declarou Vladimir Markine, porta-voz do comitê de investigação, organismo responsável pelas principais apurações policiais na Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou o reforço da segurança em todo o país depois dos atentados, não reivindicados e atribuídos a suicidas, a seis semanas do início dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na costa russa do Mar Negro.
Olimpíada de inverno – Os dois atentados terroristas que atingiram a Rússia nos últimos dias não abalaram a confiança do Comitê Olímpico Internacional (COI) de que o país conseguirá realizar uma Olimpíada de Inverno segura. Os Jogos acontecem na cidade de Sochi, em fevereiro.
Em uma mensagem enviada ao presidente russo Vladimir Putin, o presidente do COI, Thomas Bach, ofereceu as condolências pelos ataques contra uma estação de trem e um ônibus em Volgogrado. “Todo o Movimento Olímpico se une em condenar completamente esse ato covarde”, afirmou. Bach disse ainda estar certo de que tudo será feito para garantir a segurança dos atletas e de todos os participantes no evento. “Lamentavelmente, o terrorismo é uma doença global, mas ela nunca pode triunfar”, afirmou.
(Com agência France-Presse)