Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Número de mortos em ataque terrorista no Quênia sobe para 147

Este é o ataque com o maior número de vítimas perpetrado pelo grupo extremista Al Shabab, da Somália, em território queniano

O número de mortos no ataque terrorista a uma universidade no Quênia subiu para 147, segundo informação das autoridades do país. O Ministério do Interior afirmou que a maior parte das vítimas é de estudantes, mas também morreram policiais. Este é de longe o maior número de mortos em um ataque do grupo extremista islâmico Al Shabab em território queniano.

Sediados na Somália, os terroristas do Al Shabab frequentemente cruzam a fronteira para realizar atentados no Quênia. A cidade de Garissa, onde fica a universidade atacada, está localizada a 200 quilômetros da Somália.

Leia também:

Radicais islâmicos atacam hotel na Somália

Al Shabab, o grupo terrorista com quem nem Bin Laden quis aliança

Os criminosos entraram às 5h30 (23h30 de Brasília, quarta-feira) no campus da universidade, no horário que os estudantes estavam se preparando para ir à missa católica matutina. Testemunhas afirmaram que os terroristas separaram os muçulmanos e permitiram que deixassem o local.

A cidade de Garissa, no centro-leste do país, abriga uma base militar e já tinha sido palco de atentados terroristas. Em 2012, dezesseis pessoas foram mortas em ataques coordenados em duas igrejas católicas da cidade. Em 2014, pelo menos 200 pessoas morreram e centenas ficaram feridas no Quênia em ataques reivindicados pelos terroristas do Al Shabab.

As regiões do Quênia situadas na fronteira com a Somália, e em particular as áreas de Mandera e Wajir, assim como a de Garissa, são cenários frequentes de ataques islamitas. O ataque de maior impacto reivindicado pelos terroristas somalis foi a invasão, em setembro de 2013, do shopping Westgate, em Nairóbi, que terminou com 67 mortos.

O atentado de hoje pode voltar a abalar a indústria turística do país. Nesta quarta, poucas horas antes do início do ataque em Garissa, o presidente Uhuru Kenyatta afirmou que o Quênia “é um país tão seguro como qualquer outro do mundo”.

(Da redação)