As bombas planadoras russas configuraram como a segunda maior causa de morte. As baixas civis decorrentes de bombardeios aéreos aumentaram 143% em julho, em comparação com o mês anterior.
A ONU também observou um aumento no número de mortes causadas por drones de curto alcance perto da linha de frente, na fronteira entre os dois países. Os dispositivos mataram 111 pessoas e feriram 710 em julho, o nível mensal mais alto desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Moradores de locais próximos à fronteira, como a cidade ucraniana de Kherson, apelidaram a tática russa de “safári”, já que os drones adversários tendem a caçar civis e veículos nas ruas.
Mísseis balísticos
Moscou intensificou nas últimas semanas os ataques com mísseis balísticos, que apenas alguns sistemas avançados de defesa antiaérea, entre eles os Patriot americanos, são capazes de interceptar. A escassez de projéteis interceptadores PAC-3 destinados a estas baterias se agravou desde que Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã, em fevereiro.
A Ucrânia também está atacando a Rússia com uma frequência maior, utilizando drones e mísseis de longo alcance, segundo autoridades russas. Na segunda-feira 10, um ataque ucraniano com drones atingiu uma refinaria na cidade russa de Nizhnekamsk e matou pelo menos 13 pessoas.
Os dois países negam ter atacado civis deliberadamente. No entanto, mais de 16.000 civis foram mortos em quase quatro anos e meio de combates, de acordo com as Nações Unidas. A grande maioria deles era ucraniana.






