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Novos e-mails de Hillary vieram de celular de marido de auxiliar

Segundo o New York Times, o FBI está investigando mensagens enviadas a uma adolescente de 15 anos da Carolina do Norte

Os novos e-mails que motivaram a reabertura da investigação do FBI sobre o uso de um servidor privado de e-mails pela candidata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton, quando ocupou o cargo de secretária de Estado, vieram de dispositivos apreendidos da principal assistente da ex-primeira-dama e seu marido, informou nesta sexta-feira o jornal The New York Times.

Segundo o Times, que cita fontes oficiais não identificadas, a investigação do FBI está analisando mensagens de texto enviados a uma adolescente de 15 anos da Carolina do Norte por Anthony Weiner, marido de Huma Abedin, importante auxiliar da democrata na campanha eleitoral.

Wiener já foi pego em flagrante em diversos escândalos envolvendo trocas de mensagens de conteúdo sexual explícito. O ex-congressista teve de renunciar ao seu cargo político quando as primeiras fotos suas seminu vazaram na internet – ele as havia enviado pelo Twitter a uma mulher de 21 anos de Seattle, em 2011. Depois disso, outros dois vazamentos de fotos e mensagens sexuais prejudicaram sua campanha para prefeito de Nova York e seu casamento.

O FBI anunciou hoje que reabriu a investigação sobre o uso de um servidor privado de e-mails por Clinton durante seu período como secretária de Estado, entre os anos de 2009 e 2013. Segundo o diretor do órgão, James Comey, o objetivo é averiguar se as novas mensagens descobertas possuíam conteúdos sigilosos. No entanto, ele foi incapaz de dizer se esse novo material é “significativo” para a investigação ou quanto tempo a verificação irá demorar para ser concluída.

A campanha de Clinton pediu que o FBI libere mais informações sobre a investigação e os novos e-mails descobertos. “O diretor (do FBI) deve fornecer ao povo norte-americano imediatamente as informações completas sobre o que ele está analisando agora”, afirmou o chefe da campanha, John Podesta, em um comunicado. “Estamos confiantes de que não produzirá quaisquer conclusões diferentes das que o FBI chegou em julho”, completou sobre a investigação.

(Com EFE e Reuters)