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Novos choques ocorrem diante de tribunal que estuda caso de Yulia Timoshenko

Kiev, 14 dez (EFE).- Os partidários da líder da oposição ucraniana, Yulia Timoshenko, que está presa, se envolveram nesta quarta-feira em novos confrontos com a Polícia em frente ao tribunal de apelações que estuda o recurso solicitado pela ex-primeira-ministra.

Assim como na terça-feira, a oposição tentou entrar à força na sede do tribunal, mas foi impedida pelos soldados, segundo as agências locais.

Após minutos de tensão, as forças da ordem permitiram que os deputados do partido de Timoshenko entrassem no prédio.

O próprio Nikolai Siri, advogado da líder da oposição condenada em outubro a sete anos de prisão por abuso de poder, teve de pular o isolamento para assistir à audiência.

A defesa denunciou que a sessão, que ocorre sem o conhecimento de Yulia, não é transparente, já que não foi permitido o acesso de jornalistas e políticos ao tribunal.

Os aliados da líder da oposição pediram nesta quarta-feira pela sua libertação, o que foi negado pelo tribunal. Yulia cumpre prisão preventiva desde 5 de agosto.

A defesa recorreu na terça-feira da decisão da juíza Elena Sitailo que estuda o recurso, mas o tribunal rejeitou seu pedido.

Yulia, de 51 anos, foi levada recentemente para a clínica do presídio após a deterioração de seu estado de saúde, embora as autoridades penitenciárias insistam que as condições de sua prisão correspondem aos padrões internacionais.

No início de dezembro, o Tribunal de Apelação de Kiev admitiu o trâmite do recurso solicitado pelos advogados de Yulia.

A defesa da líder da oposição apresentou o recurso em 24 de outubro alegando que a Promotoria não demonstrou que sua cliente se excedeu no uso do cargo na hora de ordenar a assinatura, em 2009, de um contrato de gás com a Rússia sem contar supostamente com a aprovação do então presidente ucraniano.

A carismática política foi condenada em 11 de outubro a sete anos de prisão, três sem poder exercer cargo público e ainda a indenizar o Estado em quase US$ 200 milhões.

Yulia Timoshenko, que acusa o presidente de fazer campanha de perseguição contra a oposição, afirmou que se a Justiça ucraniana não atender seu recurso, recorrerá ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo. EFE