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Novos bombardeios e confrontos na Síria provocam pelo menos 60 mortes

Cairo, 4 jul (EFE).- Cerca de 60 pessoas morreram nesta quarta-feira na Síria, devido a bombardeios do Exército Nacional e confrontos entre as forças do regime e grupos rebeldes armados, informaram os principais grupos de oposição.

Segundo o Comitê de Coordenação Local, 67 pessoas, entre elas 10 menores de idade, morreram. Já o Observatório Sírio de Direitos Humanos estabeleceu em 52 civis e 26 membros das forças governamentais, as vítimas fatais.

As supostas mortes do Exército sírio não foram confirmadas nem desmentidas por fontes oficiais. As regiões mais castigadas foram as províncias de Idlib, Deraa, Homs e localizadas da periferia de Damasco.

De acordo com as fontes, forças leais de Bashar al Assad lançaram uma ofensiva, contra a cidade de Khan Sheijun, reduto de opositores em Idlib. Na região, foram registradas pelo menos sete mortes, entre elas uma mulher e uma criança.

Um ativista identificado como Mohammed Abu Abdu, informou à Agência Efe, via internet, que a cidade foi submetida a um ‘bárbaro e indiscriminado bombardeio’, que começou ontem.

Os feridos são atendidos em hospitais de campanha nos arredores da população, denunciou Abu Abdu.

Nos arredores de Damasco, os grupos opositores denunciaram a morte de uma dúzia de pessoas por causa dos bombardeios e ataques que sofreram várias regiões da capital.

Na província de Homs, forças governamentais sitiaram nesta quarta-feira a cidade de Al Quseir e destruíram várias casas, atacadas com tanques e helicópteros.

Segundo o Comitê de Coordenação Local, tropas terrestres tentaram entrar na cidade, mas houve resistência de rebeldes do Exército Livre Sírio, com os quais travaram duros combates.

Em Homs, três civis e quatro rebeldes morreram após bombardeios e confrontos de Al-Khalediya, Yaura al Shiah e Karam Sham.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos os combates mais sangrentos entre os insurgentes e as tropas governamentais, que sofreram várias baixas, aconteceram em Idlib, Deir ez Zor, a periferia de Damasco e Homs. EFE