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Novo tremor atinge área de usina

Depois de terremoto e tsunami, Japão está sob alerta nuclear. Prédio que abriga reator em Fukushima explodiu. Número de mortos no país deve passar de 1.700

Por Da Redação
12 mar 2011, 11h22

Colunas de fumaça saíam da usina de Fukushima, que fica a 30 quilômetros de Iwaki, um dos locais mais atingidos pelo duplo desastre

Um tremor de magnitude preliminar 6,0 na escala Richter atingiu Fukushima, no norte do Japão, onde está localizada a usina nuclear em que ocorreu a explosão do edifício que abriga um dos seis reatores. O novo tremor, segundo a emissora pública NHK, ocorreu às 22h15 no horário local (10h15 hora de Brasília).

A explosão do prédio aconteceu um dia após o terremoto de 8,9 graus na escala Richter, seguido de tsunami na região. A Tokyo Power Electric Co., empresa que opera a usina, informou que quatro trabalhadores sofreram fraturas e foram levados a um hospital. Um especialista disse que o incidente não representa perigo imediato. Ainda assim, aumentou a preocupação de que ocorra um desastre maior no local.

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Imagens da rede de televisão estatal NHK mostram as paredes do edifício do reator ruindo, deixando de pé apenas um esqueleto de metal. Colunas de fumaça saíam da usina de Fukushima, que fica a 30 quilômetros de Iwaki, um dos locais mais atingidos pelo duplo desastre. “Estamos tentando descobrir o que causou a explosão”, afirmou Yukio Edano, porta-voz do governo local. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, viajou neste sábado para o local, a fim de inspecionar a usina.

O governo japonês declarou nesta sexta-feira estado de “emergência nuclear”. Cerca de 46 mil moradores em um raio de dez quilômetros da usina foram retirados emergencialmente de suas casas e transportados para lugares seguros. Porém, segundo a rede NHK, no momento da explosão ainda havia cerca de 800 pessoas nas redondezas, algumas delas idosas. Mais tarde, com a gravidade da situação, o governo ampliou a área de evacuação para 20 quilômetros.

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Prejuízos – O Japão confronta na manhã deste sábado a devastação provocada pelo terremoto e o tsunami de sexta-feira na sua costa nordeste, onde ainda há incêndios e cidades parcialmente submersas. Pelo menos 637 pessoas morreram – autoridades afirmam que o número deve passar de 1.300 -, 784 estão desaparecidas e 1.128 se feriram.

A verdadeira escala da destruição, contudo, ainda não foi avaliada, mais de 24 horas depois do terremoto. Acredita-se que um incontável número de corpos jaz dentre os destroços em vários municípios.

Detalhes da tragédia continuam a surgir. Neste sábado, a agência Kyodo News informou que operadores ferroviários perderam o controle de quatro trens que trafegavam por linhas férreas costeiras na sexta-feira. As composições ainda não tinham sido encontradas até a tarde deste sábado, no horário local. A East Japan Railway Co., que opera as linhas, informou que não sabe quantas pessoas viajavam nos trens.

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O primeiro-ministro Naoto Kan disse que 50 mil soldados do Exército se juntarão ao esforço de resgate e recuperação das áreas atingidas. “A maioria das casas ao longo da linha costeira foi destruída e há muitos incêndios ali”, disse Kan, após sobrevoar a região por helicóptero.

Ajuda internacional – A comunidade internacional começou a enviar equipes de resgate no sábado para ajudar o Japão. “Estamos no processo de enviar nove especialistas que estão entre os mais experientes que temos para lidar com catástrofes. Eles ajudarão a avaliar as necessidades e coordenar assistência com autoridades japonesas”, disse Elisabeth Byrs, porta-voz do escritório da Organização das Nações Unidas para a coordenação de assuntos humanitários.

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