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Novo suspeito é indiciado na Bélgica por participação nos ataques de Paris

Salah Abdeslam, suspeito foragido, viajou pela Itália em agosto acompanhado de outra pessoa, de acordo com um investigador dos atentados

Por Da Redação 23 nov 2015, 16h36

Um novo suspeito foi indiciado nesta segunda-feira na Bélgica por participação nos atentados de Paris, um dia após uma vasta ação antiterrorista no país, anunciou o Ministério Público belga em um comunicado. O homem, que não teve a identidade revelada, estava entre os detidos no domingo e foi indiciado por “participação nas atividades de um grupo terrorista e de atentado terrorista” em Paris, indicou o MP. Outras quinze pessoas detidas na operação de domingo já foram liberadas.

No total, quatro suspeitos detidos na Bélgica foram acusados de participação, direta ou indireta, nos atentados de 13 de novembro, que deixaram 130 mortos na capital francesa. Entre as cinco pessoas presas nesta segunda-feira na Bélgica, três seguem em detenção provisória, segundo a mesma fonte.

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Duas pessoas detidas no dia seguinte aos ataques foram acusadas de ajudar Salah Abdeslam, suspeito-chave dos atentados, em sua fuga. Abdeslam, cujo irmão se explodiu nos ataques de Paris, é alvo de uma enorme caçada pela Europa

Itália – A agência de notícias Reuters reportou nesta segunda-feira que Salah Abdeslam viajou pela Itália em agosto acompanhado de outra pessoa, mas sua presença não provocou alarme porque ele não era procurado na época. Seu acompanhante era Ahmet Dahmani, cidadão belga de origem marroquina que foi preso na Turquia na semana passada sob suspeita de envolvimento nos ataques de Paris.

Separadamente, promotores na cidade italiana de Bari abriram investigação sobre supostos militantes islâmicos que passaram pelo porto local em cerca de cinco ocasiões diferentes, entre fevereiro e agosto, a caminho da Grécia, segundo outra fonte das investigações.

Essa apuração não teria aparente ligação com os ataques em Paris, disse um dos investigadores à agência. Promotores suspeitam que militantes, usando documentos falsos, estão viajando pela Itália a caminho da Síria.

(Com agências AFP e Reuters)

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