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Novo presidente paraguaio faz seu juramento, enquanto Lugo busca retomada

Assunção, 25 jun (EFE).- O novo presidente do Paraguai, o liberal Federico Franco, fez o juramento de seu cargo nesta segunda-feira em uma cerimônia realizada no palácio presidencial, enquanto o ex-mandatário Fernando Lugo dava uma entrevista coletiva para reiterar sua intenção de retomar o poder.

O juramento dos nove ministros, a maioria do Partido Liberal, aconteceu no mesmo momento em que terminava a entrevista coletiva de Lugo após a criação de um gabinete paralelo que, segundo Lugo, será encarregado de ‘monitorar’ os novo governo.

Só dois dos novos ministros de Franco, os da Agricultura, Enzo Cardozo; e da Indústria, Francisco Rivas, faziam parte do Executivo de Lugo, que foi destituído na última sexta-feira em um ‘julgamento político’ do Legislativo. Apesar desta decisão, Lugo nega a legitimidade do governo de Franco.

Os demais ministros do novo Executivo paraguaio são: José Fernández, das Relações Exteriores; Carmelo Caballero, do Interior; Horacio Galeano Perrone, de Educação e Cultura; Enrique Salyn Buzarquis, de Obras Públicas, e María Liz García, da Defesa Nacional, a primeira mulher a ocupar este cargo no país.

Também assumiram os ministros de Saúde Pública, Antonio Arbo, e da Justiça e Trabalho, María Segóvia.

Cinco ministros escolhidos para o novo governo pertencem ao Partido Liberal, enquanto o titular da Educação está inscrito no Partido Colorado e o da Defesa no ‘oviedista’ Unace, segundo a imprensa local.

O ato oficial demorou 15 minutos para começar justamente quando Lugo terminava sua entrevista coletiva na sede do minoritário Partido País Solidário, do esquerdista Frente Guazú. Na ocasião, o ex-presidente paraguaio insistiu em dizer que foi vítima de ‘um golpe de Estado parlamentar’ e que Franco ‘não tem nenhuma autoridade’.

O ex-bispo disse que haverá mais reuniões como a de hoje, do chamado ‘gabinete pela restauração democrática’, para reunir ‘todas as forças que querem resistir’ à tomada de poder por parte de Franco.

‘Queremos nos transformar em fiscais observadores para monitorar os novos ministros’, comentou Lugo, que ressaltou que buscarão a ‘restituição da ordem democrática’ com apoio de uma resistência cidadã pacífica.

A maioria dos colaboradores que participaram da reunião com Lugo são ministros e secretários de seu Executivo e pertencentes à Frente Guazú, que sustentava o Governo do presidente destituído junto ao Partido Liberal.

Lugo também revelou que conversou com a presidente argentina, Cristina Kirchner, para assegurar sua participação na Cúpula do Mercosul, que será realizada nos dias 28 e 29 na cidade de Mendoza, uma reunião que o Paraguai acabou sendo excluído.

‘O presidente Lugo está solicitando sua presença nessa reunião para poder explicar o que ocorreu no Paraguai’, disse o próprio ex-mandatário. EFE