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Novo dia de violência na Síria termina com pelo menos 25 mortos

Cairo, 24 nov (EFE).- Pelo menos 25 pessoas, entre elas 12 civis, 11 membros das forças de segurança e dois desertores do Exército, morreram nesta quinta-feira em atos de violência na província síria de Homs, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Em comunicado, este grupo opositor detalhou que os civis morreram em incidentes armados ocorridos em várias localidades desta região, transformada em uma das mais ativas na oposição ao regime de Bashar al Assad.

De acordo com a fonte, seis pessoas perderam a vida na própria capital da província, igualmente chamada Homs, quatro no bairro de Al Bayada, uma no bairro de Karam al Zaitun durante um tiroteio e outra em Baba Tadmur; este último, segundo os opositores, em consequência da tortura que sofreu das forças de Segurança após sua prisão.

Outras quatro pessoas morreram em um tiroteio na localidade de Al Granata.

O resto das vítimas são 11 membros das tropas leais ao regime e dois supostos desertores, que morreram em confrontos nas localidades de Al Hula e Rastan, respectivamente.

Em Al Hula também morreram outros dois civis, um por causa da tortura e outro pelos disparos recebidos durante um tiroteio, especificou a fonte.

Os opositores Comitês de Coordenação Local denunciaram também que, em Rastan, grupos de homens armados não uniformizados, mas fiéis ao regime dispararam de veículos militares blindados contra uma área na qual vivem ativistas e soldados desertores.

Este grupo, por sua parte, elevou o número de mortos para 27 e acrescentou que entre eles estão uma mulher grávida e uma criança, mas não deu mais detalhes sobre as circunstâncias das mortes.

A Síria vive desde março deste ano protestos populares que são reprimidos com violência pelo regime de Assad e nas quais já morreram mais de 3,5 mil pessoas, segundo dados proporcionados pela ONU. EFE